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Para Regatieri, piscinão não pode ser área de lazer

Eduardo Metroviche

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Deputado e prefeitura divergem sobre projeto de lei

Viviane Ramos de Sousa

O projeto de lei do deputado estadual Marcos Martins (PT), que propõe transformar o espaço dos piscinões em áreas de lazer, gerou polêmica quanto à saúde pública, já que, nesses locais, além de águas fluviais ou de chuva, passam também as de esgotos domiciliares.
Segundo o coordenador Municipal de Combate às Enchentes e Prevenção de Áreas de Risco de Osasco, Delcides Regatieri, chuvas fortes inundam os piscinões de águas poluídas, onde o projeto propõe a construção de complexos esportivos e culturais. “O caro deputado deveria ter lembrado que aqui não é país de primeiro mundo, onde os esgotos são canalizados e tratados. Para esse projeto dar certo, seria necessário que a cada transbordo de águas os piscinões fossem desinfetados. Com isso, a população não correria riscos de contrair doenças. E esse serviço de desinfecção é caro. Seria praticamente inviável às prefeituras”, avaliou Regatieri.
Na região Oeste, quatro municípios possuem piscinões: Taboão da Serra (três); Itapevi (um); Embu das Artes (um) e Osasco (dois), onde o terceiro deve ser inaugurado em dezembro de 2008.
Reformulação
O deputado Marcos Martins admite que criou o projeto baseado no fato de que os piscinões deveriam dar vazão apenas a águas da chuva, apesar de ter ciência de que a Sabesp trata menos da metade dos esgotos do estado. “Se pensarmos a situação por outro ângulo, o projeto acaba virando uma nova maneira de cobrar o governo estadual para tomar providências quanto essa irresponsabilidade da Sabesp”, disse.
Martins adiantou que vai tentar reformular o projeto para incentivar melhorias nos piscinões de São Paulo.

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