Opinião

Editorial

Número 200

Quase quatro anos depois de sua primeira edição, na verdade número zero, de 14 de setembro de 2003, o Visão Oeste tem sua proposta consolidada, mesmo com as dificuldades inerentes à imprensa independente que sobrevive em um sistema de privilégios já abordado por especialistas, estudiosos da mídia e jornalistas não-atrelados aos interesses nem sempre claros da chamada grande imprensa.
Esse sistema provoca distorções e perpetua o monopólio. Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT, já abordou a questão e tem uma visão clara sobre o tema. “A mídia brasileira é muito monopolista. É um grupo pequeno de empresas controlado por um grupo pequeno de famílias. Isso vai criando uma espécie de círculo vicioso. Como são grandes, recebem uma cota [de publicidade] maior, e graças a essa cota maior continuam grandes”, disse ele no ano passado, o que repercutiu em vários meios da própria imprensa. Pomar se referia aqui, mais especificamente, às verbas governamentais para propaganda.
É essa realidade – na qual quem é grande continua grande, e quem é pequeno luta para sobreviver – que está em discussão, uma discussão ainda difusa, mas fundamental.
Ao chegar ao seu número 200, depois de duas reformas gráficas, o Visão Oeste mostra, porém, que, mesmo contra as dificuldades impostas pelo sistema de privilégios, vale a pena lutar. E mostra que seu primeiro editorial, ou o editorial zero, estava correto, ao dizer: “Este jornal nasce para ser uma tribuna aberta aos moradores da região (...) não é um jornal que vai agradar a todos, mas não nasce para desagradar ninguém. Um jornal do povo da região”.

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