Brasil

Vôo 3054 da TAM

Tragédia ainda é um mistério

Divulgação / Cenipa

[clique para ver maior]
Apesar da violência do acidente, caixa preta pôde ser resgatada e deve ajudar nas investigações

Mesmo com a abertura das caixas-pretas do Airbus da TAM que se acidentou no dia 17 e matou 199 pessoas, há muitas dúvidas sobre a maior tragédia da aviação brasileira.
Repassada à CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, a transcrição da caixa-preta com o aúdio da cabine e as vozes dos pilotos Kleyber Aguiar Lima e Henrique Di Sacco foi o assunto da semana, com direito a suposições e oportunismo da imprensa (leia artigo Manchete calhorda). Ainda não é possível afirmar se houve falha humana, mecânica ou ambas. A “culpa” da pista de Congonhas está mais distante.
“Spoilers nada”
De acordo com a caixa-preta, o manete (alavanca manual de controle da potência) da turbina direita estaria em posição errada, posicionado para acelerar, no momento do pouso.
São muitas as hipóteses e especulações e é prematura qualquer conclusão precipitada. O defeito no reversor (que já existia e foi admitido pela TAM), falhas do sistema hidráulico, problemas no computador de bordo, erro humano, nada pode ser descartado.
Em dado momento da gravação, um dos pilotos diz: “Spoilers nada”. Nesse momento, a cabine se apercebeu de que o avião estava sem controle. Spoilers são as hastes das asas que ajudam a frear no atrito com o vento. Segundos depois, o co-piloto pede: “Desacelera, desacelera”. “Não consigo, não consigo”, responde o piloto. Antes do fim da gravação, são ouvidos gritos femininos.
CPI
Na CPI do Apagão Aéreo na quinta-feira, 2, o presidente da TAM, Marco Antônio Bologna, foi questionado pelos deputados, já que, segundo resolução da Anac, em pistas molhadas deve-se pousar com o máximo reverso das turbinas acionado. O piloto José Eduardo Brosco, da TAM, pousou o mesmo Airbus-A320 no dia anterior à tragédia e acusou a sensação de que os freios da aeronave estavam com problemas, além da pista estar escorregadia.
Na segunda-feira, 30, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que o aeroporto de Congonhas não será mais centro de distribuição de vôos. 151 operações diárias que partem de Congonhas serão redistribuídas para outros aeroportos, como o de Guarulhos. Assim, Congonhas vai operar vôos para apenas 11 destinos.

Site produzido pela Editora Visão Oeste | © Cópia para fins não-comerciais permitida desde que citada a fonte
webdesign: Ana Laura Azevedo