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CEREST
Projeto por saúde do trabalhador depende da Câmara de Taboão
Eduardo Metroviche

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| Acidentes podem ser evitados com o uso de equipamentos de segurança, como acima |
Taboão da Serra deve ter em breve um Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). Mas isso depende da aprovação do projeto de lei do vereador Wagner Eckstein (PT) na Câmara Municipal, na sessão de 28 de agosto.
A implantação do Cerest fica a cargo do Ministério do Trabalho, mas a contrapartida da prefeitura é a cessão do espaço físico e a formação de uma equipe com dez profissionais.
No local é feito atendimento especializado em Saúde do Trabalhador. Além de atender diretamente, serve como uma fonte geradora de estatísticas, ou seja, tem condição de indicar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que exercem.
De acordo com o vereador Eckstein, Taboão vive uma epidemia de acidentes de trabalho. “Não temos como mensurar sem um Cerest, mas já trabalhei em um pronto socorro e é impressionante: são três ou quatro trabalhadores por dia com fraturas, cortes, amputações”, disse.
A cidade tem indústrias que, normalmente, já têm alto índice de acidentes, como as metalúrgicas, indústrias químicas e moveleiras, além da construção civil. Soma-se a elas a grande quantidade de trabalhadores na informalidade.
Durante a realização de uma audiência pública em julho, o projeto já recebeu o apoio de diversas entidades e sindicatos, entre eles o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Sindicato dos Marceneiros e o Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A reportagem tentou contato com a secretária de Saúde, Jacira Moreti, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.
Dados
As últimas estatísticas sobre acidentes de trabalho, divulgadas pelo INSS em 2005, mostram que foram quase 492 mil casos no ano, com 2.708 mortes. Mais de 13 mil ficaram incapacitados permanentemente.
Os números ainda são maiores, já que, segundo o IBGE, cerca de 20% da População Economicamente Ativa (PEA) não trabalha com carteira assinada e, por isso, não entra nas estatísticas do INSS.
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Quem pode ser atendido
• Trabalhador encaminhado pela Rede Básica de Saúde
• Trabalhador formal dos setores privados e públicos
• Trabalhador autônomo
• Trabalhador informal
• Trabalhador desempregado acometido de doença relacionada ao trabalho já realizado
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