Economia

Indústria

Empresas e trabalhadores sofrem com falta de qualificação

Eduardo Metroviche

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Jovens participam de curso prático de caldeiraria em empresa da região

Fernando Augusto

No primeiro semestre do ano, segundo o IBGE, a produção industrial avançou em todo o Brasil. O crescimento foi de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, muitos trabalhadores não conseguem emprego na área por falta de qualificação, o que mantém vagas abertas por muito tempo em algumas empresas.
Uma pesquisa elaborada há dois meses pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, subsede de Cotia, perguntou a 250 empresas da cidade qual a maior dificuldade na hora de contratar. “A falta de qualificação ficou em primeiro lugar”, disse o diretor do Sindicato, Alex Sandro Ferreira, membro das Comissões Municipais de Emprego de Cotia e Itapevi.
Em Itapevi foi realizada uma consulta com as associações comerciais e empresariais. A falta de qualificação também foi apontada como principal entrave para preenchimento das vagas. “Em Cotia, 52% dos trabalhadores são de outro município, principalmente São Paulo e Osasco. As pessoas da cidade acabam ficando com os serviços que exigem menos qualificação”, apontou Alex.
No Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) de Itapevi há vagas em aberto para soldador e caldeireiro. Uma delas, para operador de torno CNC, está há três meses aberta.

Saída pode ser oferecer curso

Para preencher as vagas, algumas empresas de maior porte recrutam jovens sem qualificação e oferecem cursos.
É o caso da empresa metalúrgica Jaraguá, que tem três unidades: em Osasco, Itapevi e Sorocaba. Em parceria com o Senai, ela oferece curso para caldeireiro e soldador, a jovens de 17 a 24 anos. Desde 2001 já formou 260 pessoas, das quais 90% foram integradas ao quadro de funcionários. O curso tem duração de seis meses e o jovem recebe bolsa de R$ 150. “O trabalhador não sai totalmente qualificado, mas vai adquirindo experiência na empresa. Além de técnico, o curso também ensina cidadania, entre outras coisas”, explica Amarildo Francisco Pontes, gerente de melhoria contínua da empresa.
O Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST) tem 1978 vagas com dificuldade de preenchimento. A maioria exige experiência (veja vagas e endereços na página 8 da edição impressa).

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