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Filiações dão o tom das eleições de 2008

Eduardo Metroviche

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Andre Sacco e Sebastião Bognar (à esquerda) ingressaram no PSDB e se juntaram a Assaf (direita)

Fernando Augusto

A “dança das cadeiras” na Câmara Municipal de Osasco continua. Na sessão da terça-feira, 7, três vereadores anunciaram mudanças de partido, de olho no prazo para filiações, que termina em setembro para quem vai se candidatar em 2008. As mudanças já dão uma noção da acirrada disputa eleitoral que Osasco vai enfrentar no ano que vem.
O presidente da Casa, vereador Osvaldo Vergínio, deixou o PPS e disse que anuncia o seu novo partido em 30 dias. Seu destino é incerto. Ele teria recebido convite do Democratas, mas garante apoio à reeleição do prefeito Emidio de Souza (PT), o que dificultaria a sua filiação.
Os vereadores Sebastião Bognar e André Sacco ingressaram no PSDB, que agora tem quatro vereadores na Câmara. Em 2004, foram eleitos sete tucanos, mas a legenda chegou a ficar com apenas um representante: o vereador Jair Assaf. Cláudio Piteri resumiu o objetivo da nova bancada tucana. “Nunca escondemos de ninguém que o objetivo é levar Celso Giglio novamente à prefeitura”.
Bognar já vinha fazendo oposição ao governo do prefeito Emidio de Souza (PT), apesar de se dizer “independente”. “Foi uma decisão natural. Em 2004 fui da coligação do Giglio e secretário do meio ambiente na última administração dele”, afirmou.
André Sacco disse que sua principal meta no PSDB é se reeleger, mas prometeu ser um “soldado do partido”.
Ainda estão sem legenda a vereadora Missionária Dionízia Luvizoto e Carlos Gaspar. Segundo Dionízia, o conselho político da igreja evangélica Quadrangular, da qual faz parte, vai decidir por qual partido ela tenta a reeleição.
Dos 21 vereadores de Osasco, apenas sete permaneceram nos partidos que os elegeram em 2004.
“Bases”
Na semana passada, durante a primeira sessão após a volta do recesso de julho, o vice-prefeito, Faisal Cury, anunciou que a liderança do prefeito na Casa foi passada do vereador Aluísio Pinheiro (PT) para Nelsinho (PT).
Pinheiro disse ao Visão Oeste que pediu ao prefeito, há dois meses, que efetuasse a mudança. “Fiquei dois anos e sete meses como líder. Quero retornar às bases no último ano e meio de mandato”, afirmou. O vereador admitiu que a liderança ocupava muito o tempo do seu mandato.

Lei Seca pode ser revista

Em sessão com a presença de donos de bares, os vereadores voltaram a discutir na terça-feira a Lei Seca de Osasco. Os vereadores Osvaldo Vergínio e Didi (PTN) criticaram a forma como os fiscais abordam os estabelecimentos, segundo eles, com violência.
O vereador Aguimarães de Caldas (PT) é o principal crítico da Lei Seca e já apresentou um projeto para sua revisão. “É uma lei atrasada, para cidade do interior. Temos que proibir o som alto a partir de certo horário, mas não proibir a abertura [dos estabelecimentos]”, disse.
Apenas o vereador Fumio Miazaki (PP) falou sobre os incômodos gerados pelos bares. “O comerciante que não respeitar a lei deve ser punido sim”. Ele citou a Vila Campesina como um dos bairros prejudicados pelos bares.

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