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Professores param por reajuste e querem qualidade na educação
Cristiane Alves
Os professores do estado de São Paulo pretendem paralisar suas atividades para participar de uma manifestação na sexta-feira, 24, a partir das 13 horas, quando vão reivindicar reajuste salarial e outros itens da pauta, voltados para a qualidade na educação. A manifestação é organizada pela Apeoesp (sindicato da categoria) e outras cinco entidades ligadas ao magistério, que esperam reunir cerca de 30 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo.
Há dois anos a categoria não tem reajuste salarial. Segundo o sindicato, a política de gratificações e de bônus somente prejudica os professores, que também reivindicam a elevação do piso salarial para R$ 1.626,56, valor do salário mínimo necessário medido pelo Dieese.
Covas e Alckmin
Segundo o diretor da subsede de Osasco da Apeoesp, Moacyr Américo, os professores acumulam 30% de perdas salariais provocadas pela inflação durante os governos Mario Covas e Geraldo Alckmin. “A gente quer que o [governador José] Serra apresente um número para reposição dessas perdas”, afirma Moacyr.
A categoria quer que os abonos e gratificações sejam incorporados ao seu salário e estendidos aos aposentados e reivindica o reajuste do valor do ticket-refeição para R$ 8,00 a todos. Hoje, o ticket é de R$ 4,00. O professor com salário superior a R$ 1.500 não tem o benefício.
A melhoria da infra-estrutura existente nas escolas e o fim da superlotação nas salas de aulas também estão na pauta, que será divulgada para a população na próxima semana.
Informações na Apeoesp de Osasco pelo telefone 3684-0495.
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