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Carapicuíba
Prefeitura vai demitir comissionados
Eduardo Metroviche

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| Funcionários públicos da cidade trabalham com o medo de uma possível demissão em massa |
Viviane Ramos de Sousa
Esta semana, o prefeito de Carapicuíba, Fuad Chucre (PSDB), deu carta branca para seu secretariado começar o processo de reduzir 20% dos gastos com a folha de pagamento, em razão, segundo ele, da queda na arrecadação de impostos municipais.
O presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos de Carapicuíba, Jessé Cassundé, informou que, se a prefeitura demitir os mais de 2 mil estatutários ou concursados, haverá passeatas na cidade. “A lei municipal 1.619/1993 diz que nenhum funcionário estatutário pode ser mandado embora. O prefeito tem é que acabar com os centenas de fantasmas, e não desempregar chefes de família”, disparou.
O secretário municipal de Comunicação, Guilherme Viana, garantiu que o alvo são os cargos comissionados. “Não vamos demitir operários que ganham pouco. Queremos eliminar cargos desnecessários que geram ônus. Por isso, não temos idéia de quantos serão dispensados”, explicou.
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R$ 150 milhões para 400 mil habitantes
O problema da cidade, de acordo com o secretário Guilherme Viana, é a arrecadação de impostos. Enquanto a de Osasco deve chegar a mais de R$ 800 milhões e Barueri a cerca de R$ 700 milhões, Carapicuíba deve conseguir R$ 150 milhões, com população perto de 400 mil habitantes. “A inadimplência nos impostos, de mais de 60%, nos dá prejuízo de mais de R$ 50 milhões”, disse Viana. Não há data para o início das demissões.
A prefeitura tem pouco mais de 5 mil funcionários e, anualmente, gasta R$ 5,5 milhões com a folha de pagamento. No momento, os salários estão atrasados.
O vereador Walter Ferreira, o Waltinho (PSDB), aposta na reforma fiscal para elevar o orçamento da cidade. “Temos que cobrar os grandes devedores e aumentar os impostos de quem mora em áreas mais nobres. Incentivar os comerciantes e a vinda de indústrias também é importante”, argumentou.
Já Álvaro Abílio (PSDB) acredita que a cidade precisa de mais ajuda dos governos estadual e federal. “Só com o setor da saúde gastamos mais de 30% do orçamento. Com mais ajuda poderíamos distribuir melhor essa verba”.
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