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Segurança
“Objetivo da GCM não é competir com a polícia”
Eduardo Metroviche

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| Silva é contra construir Febens em Barueri e Osasco |
Fernando Augusto
O secretário de Assun-
tos de Segurança de Barueri, coronel Edson Santos da Silva, falou ao Visão Oeste so-
bre a atuação da Guarda Civil Municipal, que tem um efetivo de 600 homens e mulheres e 100 viaturas.
Ele comandou a Guarda de Osasco de 2001 a 2005, após 30 anos na Polícia Militar.
De acordo com o secretário, apesar das prisões que tem realizado, a GCM de Barueri não compete com a PM ou a Polícia Civil. “Temos o objetivo de buscar ações integradas,”, afirmou.
A segurança pública é competência constitucional do estado, mas a GCM de Barueri tem feito algumas prisões.
Atuamos no contexto da Constituição Federal. Não temos o objetivo de competir com a Polícia Militar ou Civil, e sim buscar ações integradas. O foco é a prevenção, principalmente porque 41% da nossa população tem até 19 anos. Criamos uma matriz de gerenciamento operacional, o que aumentou a visibilidade e ostensividade da Guarda, gerando maior percepção de segurança. Além disso, parte da população tem mais confiança no 153 da GCM do que no 190 da PM e nos procuram quando são vítimas de algum crime.
Quanto ganha um GCM em Barueri hoje?
Na faixa de R$ 1.500,00. Também buscamos a valorização do Guarda. Fechamos um convênio com o Mackenzie para oferecer capacitação física ao pessoal e com a Unip na área de psicologia. Hoje, estamos há 52 dias sem nenhum acidente com viaturas.
Quais os resultados da Lei Seca em Barueri?
Barueri foi a primeira cidade a implantar a Lei Seca, em 2001, quando tínhamos cerca de 100 homicídios por ano. Ano passado, encerramos com 25. O município tem um papel fundamental na segurança pública e esse papel está em gerar políticas públicas de inclusão social. Você não pode atribuir a queda na criminalidade apenas à Lei Seca, mas é um instrumento que colabora muito.
Quais os bairros mais problemáticos?
Não existem bairros mais inseguros que outros, mas bairros com características próprias. Sabendo disso, estamos desenvolvendo na Guarda audiências públicas em vários bairros, para captar os anseios da comunidade. Cada bairro tem a sua peculiaridade e recebe um tratamento personalizado da GCM.
Entre a defesa dos direitos humanos e o clamor pela repressão, como o senhor se posiciona?
Uma coisa que tenho comigo é que direitos humanos são para humanos direitos. Acho que devemos zelar pela vida e dignidade humana. Nenhuma instituição pode desrespeitar essas regras básicas. Os excessos não são concebíveis. O cidadão até tem o direito de violar a lei, e quando o fizer, existe todo um regramento para puni-lo, mas nunca além do que a lei permite.
É a favor da construção de Febens ou novos presídios na região?
Acho possível o estado criar esses estabelecimentos prisionais em municípios que necessitem de investimentos, pois gera empregos no local. Sou contrário à construção de cadeias ou Febens em municípios prósperos, como Osasco ou Barueri. Existem outras áreas no estado, carentes, que poderiam receber esse investimento do estado.
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