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Justiça de olho na Vale

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, na terça-feira, 28, a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que, para evitar monopólio, em 2005 definiu que a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) terá que optar entre vender a mineradora Ferteco ou perder o direito de preferência ao minério excedente da Casa de Pedra, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Na 1ª Vara do Trabalho da cidade de Parauapebas (PA) foram registradas mais de oito mil denúncias trabalhistas contra a Vale nos últimos 18 meses. A maioria das queixas são relacionadas a horas extras não pagas e carga horária excessiva dos turnos.
Nesta sexta-feira, 1º, começa um plebiscito popular pela anulação da privatização da companhia, organizado por movimentos sociais e sindicais.
A mobilização “A Vale é Nossa”, que vai até o dia 9, questiona a legitimidade da venda da companhia, detentora de imensas reservas minerais do solo brasileiro. A estatal foi vendida em 1997, pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, por R$ 3,3 bilhões, mesmo tendo lucrado R$ 13,4 bilhões no ano anterior. Hoje, o lucro anual da CVRD é superior a R$ 70 bilhões.

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