Esportes

Espanha

A morte volta aos gramados

Eduardo Metroviche

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Lateral Antonio Puerta, do Sevilla, teve parada cardíaca durante partida
O ateral Antonio Puerta, do Sevilla (Espanha), de apenas 22 anos, teve uma parada cardíaca em jogo contra o Getafe, pela Liga Espanhola, no sábado, 25 (1 a 0 para o Sevilla).
Atendido no vestiário e depois levado ao hospital Virgen del Rocío, o jogador faleceu na manhã de terça-feira, horário de Brasília, de “encefalopatia e falência múltipla dos órgãos proveniente da parada cardíaca”.
Puerta entrou para a história do Sevilla em 27 de abril de 2006, quando marcou um gol na prorrogação contra o alemão Schalke 04 que levou seu time à final da Copa da Uefa da temporada 2005/2006. O Sevilla foi campeão ao bater o Middlesbrough por 4 a 0. Foi o primeiro título internacional do clube. Considerado uma revelação do futebol espanhol, ele era sondado por grandes times europeus.

Outros casos
Outros episódios semelhantes têm acontecido nos campos do mundo. O camaronês Marc Vivien Foe caiu subitamente num jogo contra a Colômbia em junho de 2003, em jogo da Copa das Confederações, na França, e morreu em campo, também de parada cardíaca, mesma causa da morte chocante do atacante húngaro Miklos Feher, do Benfica, que despencou no gramado em 25 de outubro de 2004. A cena dos jogadores do Benfica chorando enquanto o jogador era inutilmente atendido no gramado emocionou o mundo. Ele tinha 24 anos.
No mesmo ano, em 27 de outubro, o zagueiro Serginho, do São Caetano, morreu em uma partida contra o São Paulo, no Morumbi. Ele passou mal e foi outra vítima de parada cardiorrespiratória. Atendido por médicos dos dois clubes, o jogador foi declarado morto minutos depois, aos 30 anos.
O STJD puniu o Azulão com a perda de 24 pontos, porque o clube sabia que Serginho tinha problemas cardíacos e mesmo assim o escalou.

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