Brasil

Debate

Professores e alunos criticam
plano do governo Serra

Fabio Pozzebom/Agência BRasil

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Tarso Genro defende punição para envolvidos em caixa dois
Da Revista Fórum

O 3º Congresso do PT acontece entre esta sexta-feira, 31, e domingo, 2 de setembro, em São Paulo. São 936 delegados eleitos nas etapas municipais e estaduais em todo país, além de observadores, convidados e militantes.
A tese “Construindo um novo Brasil” conta com muitos integrantes do antigo Campo Majoritário e tem 51%, a maioria dos delegados. A “Mensagem ao partido”, da corrente Democracia Socialista (DS), vem em seguida, com 13%. A divisão, porém, não é tão precisa, já que o alinhamento dos delegados não é necessariamente automático.
Convocado em meio à crise política de 2005, ainda antes das eleições presidenciais de 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito, o Congresso não deve trazer mudanças profundas de rumo ao partido. O evento deve indicar uma posição do partido sobre uma questão relevante: o PT disputará as próximas eleições presidenciais com candidato próprio ou a agremiação, em 2010, pode abrir mão da cabeça de chapa e apoiar um candidato da coalizão, que poderia ser Ciro Gomes (PSB) ou um nome do PMDB?

Denúncia
Eduardo Maretti

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José Dirceu acha que a justiça deve julgar quem é culpado

A divergência entre o atual ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, permanece. Enquanto o primeiro defende punição e afastamento de petistas envolvidos nas denúncias de caixa 2 e recebimento de recursos do publicitário Marcos Valério – apontado como operador do “mensalão” –, o ex-presidente do PT prefere deixar a questão para a Justiça.
Em meio às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) de aceitar parte das denúncias do Ministério Público contra petistas como o próprio Dirceu, João Paulo Cunha e Luiz Gushiken, a tensão ganha importância.
Segundo articuladores do partido, não há propostas inovadoras quanto à busca por democracia interna e mais interlocução com movimentos sociais.
As teses se posicionam em relação a três tópicos: definições programáticas e de relacionamento com o governo, sob o título de “O Brasil que queremos”; a redefinição da linha ideológica, sob a alcunha de “Socialismo petista”, e eventuais mudanças no estatuto do partido ( “Concepção e funcionamento do PT”).
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