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Editorial
Pedágio no Rodoanel
A sanha privatista do governo tucano de São Paulo é incansável. Lideranças políticas estaduais entre as quais os deputados Marcos Martins e Zico Prado têm discutido estratégias para exigir do governo de José Serra que aceite debater o pedágio no Rodoanel em audiências públicas. Mas é bastante conhecida a aversão de Serra a debates desse tipo, o que torna a tarefa um tanto quanto ingrata.
No próximo dia 17, vai ser aberta a licitação. Pelas previsões, em abril de 2008 será conhecido o nome da concessionária e, em outubro do mesmo ano, portanto depois das eleições municipais, a operação de cobrança começa a vigorar.
Não custa comentar a ironia de tal pedagiamento, já que o então governador Mário Covas (que dá nome ao complexo viário), pessoalmente, aqui na região, prometeu que não seria cobrada a taxa.
Os críticos mais atentos percebem que a instalação de praças de pedágio no Rodoanel contradiz a essência de sua finalidade: concebido para desafogar o trânsito na capital e nas cidades da Grande São Paulo, como Osasco e São Bernardo, por exemplo, o complexo perderá grande parte de sua função se os caminhões forem obrigados a pagar para utilizá-lo.
Qual motorista de caminhão deixará de continuar trafegando pelas marginais e vias urbanas se não paga nada e, pelo Rodoanel, terá que desembolsar a exorbitante quantia de R$ 4,40 por eixo?
Se a sociedade não ficar atenta, a solução tucana será simples: instalar praças de pedágios nas marginais.
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