Opinião

Editorial

Ansiedade no Planalto.

Na semana que vem, dia 3, o Supremo Tribunal Federal deverá julgar e decidir sobre uma questão de suma importância para o governo Lula: está na pauta do STF para essa data a apreciação da interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o qual definiu que o mandato dos parlamentares pertence ao partido, e não ao eleito.
O problema que paira sobre o governo é que ele vem incentivando a troca de partidos no Senado para ter uma maioria estável. Como avaliou o jornalista Raymundo Costa, do Valor Econômico, se o STF confirmar o entendimento do TSE, 42 parlamentares que já trocaram de partido no Congresso ficariam sem legenda e os que estão conversando com o governo ficariam impedidos de migrar.
Não é muito provável que o STF decida em sentido oposto, derrubando por completo a decisão do TSE. O governo conta com uma hipótese mais diplomática: a de que o tribunal confirme o julgamento do TSE, com uma ressalva. A nova regra só entraria em vigor a partir de sua publicação. A confirmação dessa expectativa seria uma “bênção” para os planos do governo.
Principalmente agora, às vésperas da votação da CPMF, cuja aprovação é vital para o sucesso do que resta de mandato do atual presidente da República. Em entrevista a CartaCapital, o deputado federal Ciro Gomes foi enfático sobre o tema. Perguntado sobre o que aconteceria com uma eventual derrota na matéria, ele disse: “se perder a CPMF, o governo Lula entrará em grave colapso (...) Se conseguir derrubar a CPMF, a oposição conseguirá produzir um desastre social pela via da política”.
Daí, a ansiedade no Palácio do Planalto.

Site produzido pela Editora Visão Oeste | © Cópia para fins não-comerciais permitida desde que citada a fonte
webdesign: Ana Laura Azevedo