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Brasília
Senado ameaça planos do governo
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

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| Governo trabalha para tentar obter uma maioria minimamente estável no Senado Federal |
O governo passa por dificuldades no Senado, aliás já esperadas desde o encerramento das eleições de 2006, quando ficou claro que não teria maioria, a não ser com muito esforço. Na quarta-feira, o Plenário rejeitou, por 46 votos a 22, a Medida Provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, comandada por Roberto Mangabeira Unger, que já havia sido nomeado e, na prática, foi demitido pelo Senado.
O PMDB foi contra a MP, a começar pelo relator, o senador Valter Pereira (PMDB-RS), que recomendou a rejeição. O líder do partido, Valdir Raupp (RO), também disse não à medida. Ao todo, 12 peemedebistas votaram contra.
Foi a primeira derrota do governo desde a absolvição de Renan Calheiros, que negou influência na decisão. “Essa questão do PMDB não tem absolutamente nada a ver comigo”, disse.
O presidente Lula disse na quinta-feira que o Senado deveria ter aprovado a MP e que o governo vai tomar providências para garantir a manutenção da secretaria, que tem status de ministério.
“Na segunda-feira, eu tomarei a decisão. O dado concreto é que nós vamos ter o ministério, nós precisamos. Eu estou querendo construir. Por isso eu criei uma secretaria estratégica para pensar o Brasil para 2022, e a gente começar a maturar o tipo de Brasil que queremos entregar aos nossos netos e bisnetos em 2022”, disse o presidente.
Maioria?
O governo depende de uma maioria ainda não consolidada no Senado para aprovar projetos fundamentais, entre os quais se destaca, hoje, a prorrogação da CPMF.
CPMF será votada em 2° turno na Câmara Federal
Na Câmara dos Deputados, o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou que a votação da prorrogação da CPMF já aprovada em primeiro turno será concluída entre a primeira e a segunda semana de outubro.
Na Câmara, o projeto deve passar no segundo turno, apesar das ameaças de obstrução da oposição. No Senado será mais difícil. Depois da aprovação da PEC pelos deputados, a oposição acusou o governo de usar um “rolo compressor”. Mas “podem saber que nós vamos lutar ainda por muitos dias e tenho a convicção que ainda podemos alterar alguma coisa nesse processo que tem sido extremamente penalizador ao cidadão brasileiro”, ameaçou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). (Com Agência Brasil)
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