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Km 18
Comunidade protesta contra
fechamento de Emei
Eduardo Metroviche

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| A escola funciona em uma casa e prefeitura diz que não há demanda |
Moradores do Km18, em Osasco, reclamam do futuro fechamento da Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Luiza Bállico Zabotto, instalada na região há mais de 30 anos.
Segundo o movimento contra o fechamento que reúne pais, professores e membros da comunidade , a escola funciona em uma casa alugada, mas é bem planejada. Desde outubro passa por reformas para melhorias, como adaptação para deficientes e instalação de cozinha industrial.
“Minha indignação é a falta de planejamento. Se vai fechar, para quê gastar com reformas?”, questiona a professora Roseli Gonçalves. A secretária de Educação, Mazé Favarão, alega que a obra foi emergencial, para que a EMEI não fosse interditada antes do encerramento do ano letivo e, além disso, o imóvel deve ser devolvido em bom estado.
Mazé Favarão ressalta que o bairro não tem demanda e somente oito crianças da unidade moram no Km 18. Ainda segundo ela, o bairro possui outras EMEIs com oferta de vagas, instaladas em prédios adequados.
Demanda
Donizete Alves, 42, morador do Jd. Roberto, não concorda com o fechamento da escola que sua filha freqüenta há três anos. “Não há necessidade de fechar só porque os alunos são de outros bairros”, afirma. A secretária diz que a escola municipal deve atender onde existe demanda, o que, segundo ela, não é caso do Km18.
As 160 crianças da unidade já começaram a ser transferidas para outras Emeis do bairro ou unidades reivindicadas pelos pais.
Mazé Favarão explica que a escola “não vai ser fechada”, apenas “vai deixar de atender naquela localidade”. Segundo ela, um estudo de demanda vai verificar onde é necessária a construção de uma nova escola que poderá ser batizada com o mesmo nome.
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