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Tecnologia
Região terá acesso à
internet pela rede elétrica
Eduardo Metroviche

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| Depois do acesso discado e da banda larga, entre outras possibilidades, chega a vez da tecnologia BPL |
A era da internet está em avanço constante. Primeiro, a rede mundial de computadores inovou ao abandonar o acesso discado e adentrar a banda larga por cabos. Depois, surgiram outras possibilidades, como internet via rádio, sem fio (wi-fi) e 3G.
Agora, a Grande São Paulo terá mais uma opção para se conectar. A AES Eletropaulo Telecom anunciou a disponibilização de sua rede para o tráfego de dados, como de internet, através da tecnologia BPL (broadband powerline) para 2009.
Adaptadores são instalados em transformadores de energia nos postes da rede de distribuição de baixa tensão. Ao receber o sinal ótico da operadora de telefonia, há a conversão para sinal elétrico, transmitido dos postes para as instalações elétricas dos usuários. Resumindo: com a nova tecnologia, bastará ligar o modem na tomada para acessar a internet.
“Combinamos o domínio que já tínhamos em infra-estrutura de fibra ótica com a potencialidade que esta tecnologia nos traz”, diz Teresa Vernaglia, diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom, por meio da assessoria de imprensa. A empresa possui mais de 2.000 km de fibra ótica já instalados em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, totalizando 5,7 milhões de clientes.
Desde o fim de 2007, o sistema está em teste no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, para cerca de 150 clientes em 20 prédios.
Teresa Vernaglia ressalta que o serviço não será oferecido diretamente pela AES, dona da infra-estrutura, mas “através de operadoras e prestadoras de serviços de telecomunicações”, para depois chegar ao consumidor final.
Eonomia
A novidade que promete dar fim aos inúmeros cabos utilizados nos tradicionais meios de acesso à rede já empolga os navegantes de plantão. “Será bom, vendo por este ângulo dos fios”, comenta a bancária Lívia Leite, de 21 anos.
Para o analista de sistemas Anderson Garcia, 28, se a vantagem é não ter fio dentro de casa, não vale a pena. “A única vantagem que vejo disso é levar internet pra onde não tem”, diz.
A jovem Ana Carolina Ferreira, 18, acha que a novidade dará uma liberdade maior ao possibilitar o uso da rede em vários lugares da casa, mas questiona: “Vai aumentar o consumo da energia, não vai?”.
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