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Polêmica
Projeto de senador tucano
pode limitar a meia entrada
Eduardo Metroviche

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| Estudantes utilizam as mesmas carteirinhas para entrar nas faculdades e conseguir os descontos |
Ana Thais Sasso
O desconto para estudantes em eventos culturais pode estar com os dias contados. Projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que estabelece regras para a concessão e uso da meia entrada, deve ser votado na próxima semana.
Representantes do meio cultural e de estudantes estiveram no Senado na última terça-feira, 18, quando o projeto deveria ser votado. A atriz Beatriz Segall e o ator Odilon Wagner compareceram em apoio aos jovens. Eles temem que as normas possam limitar o acesso aos espetáculos, salas de cinema e shows. “A juventude não pode ser punida”, disse o senador Raimundo Colombo (DEM-SC).
“O que tinha que ser consertado é a fiscalização das carteirinhas falsificadas”, diz Caroline Tardioli, de 18 anos, de Osasco. Segundo ela, esse é um benefício garantido aos estudantes, que muitas vezes “trabalham muito e ganham pouco”. “Se o país quer uma população com cultura em cinco ou dez anos, o governo federal tem que fazer o mínimo, que é garantir isso”.
Sem-cultura
A atendente Bianca Carolina dos Santos, de 19, concorda: “trabalho para pagar a faculdade e ganho uma mixaria. Se não tiver meia entrada vou virar uma sem-cultura”. Victor Henrique Assis França, de 18 anos, diz que o desconto motiva os estudantes e diminui a evasão escolar. “Serve para chamar o jovem para eventos culturais que dão valor a cultura nacional também”, diz.
O principal argumento da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), autora do substitutivo do Projeto de Lei, é que “a carteira de estudante é um documento oficial, e não uma mercadoria, que pode ser vendida sem critério”. Mas, para a compra de ingressos, só é necessária a apresentação de qualquer documento que prove a vida escolar ativa do estudante.
Há quem prefira pagar R$ 40,00 pela Carteirinha Mundial do Estudante, com validade de um ano. O documento oferece os descontos previstos aos estudantes, além de abatimentos no preço de serviços que vão desde alimentação a compra de livros.
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