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Política

Câmara

Osasco deve ter recontagem de votos

Eduardo Metroviche

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O vereador Gaspar conseguiu no TRE a anulação dos votos de alguns colegas do Legislativo
Fernando Augusto

A diplomação dos vereadores eleitos em Osasco para a próxima legislatura já tem data, hora e local marcados: 18 de dezembro, às 19h, no Teatro Municipal. No entanto, não se sabe ao certo se os diplomados serão mesmo os 21 eleitos no dia 5 de outubro.
Na terça-feira, 18, foi publicado no Diário Oficial do estado acórdão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) dando provimento à ação do vereador Carlos Gaspar (PT do B), que pede a revisão da ata geral da eleição.
Gaspar foi o quarto candidato mais votado (6.767 votos), mas não foi eleito, pois sua coligação (PDT-PT do B) não atingiu o coeficiente eleitoral. O vereador pediu que os votos dados a candidaturas “deferidas com recurso” sejam computados como nulos, como os de José Amando Mota (PPS), Roberto Trapp (PT) e Claudio Piteri (PSDB), um total de 8.186 votos.
A decisão agora está nas mãos do juiz da 213ª Zona Eleitoral de Osasco, Manoel Barbosa de Oliveira, que deve acatar a decisão do TRE, recontar os votos e publicar uma nova ata com os nomes dos 21 vereadores eleitos.
“Nos próximos dias o juiz deve chamar os presidentes dos partidos para fazer a recontagem”, disse Gaspar, que aproveitou a sessão da terça-feira na Câmara Municipal para se defender. “Estou pedindo uma coisa que qualquer um pediria”.

Amizade
A recontagem ainda não foi feita, mas na Câmara estima-se que o vereador Reginaldo Almeida, o Didi (PTN), eleito com 3.647 votos, perca a vaga. Mesmo assim, Gaspar disse esperar manter a amizade com o colega. “Não sei se ele será atingido, mas estamos juntos há 20 anos”.
Na semana passada, Didi se mostrou irritado com a possibilidade de não continuar no Legislativo e prometeu pedir ao TRE a anulação dos votos de outros candidatos que, segundo ele, também tiveram irregularidades.

José Amando se revolta com termo “ficha-suja”

Quem promete ir até o Supremo Tribunal Federal (STF), se preciso, para sanar os problemas com a Justiça Eleitoral é o vereador José Amando Mota. Ele demonstrou revolta por ser tratado por um jornal da região como “ficha-suja” e disse que pretende processar o periódico.
Amando teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado quando presidente da Câmara e, mesmo sanando o problema ao devolver uma quantia à Câmara, manteve-se inelegível por não ter pedido à Justiça que revisse o seu caso.
Apesar da “salada jurídica”, o presidente da Câmara, Osvaldo Vergínio (PR), acredita que na semana que vem já se terá uma definição sobre os eleitos.

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