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Habitação
Carapicuíba quer reduzir
índice de 4 favelas por km²
Eduardo Metroviche

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| Área de risco na Vila Dirce, onde já ocorreram desabamentos; prefeitura vai oferecer Bolsa Aluguel |
Segundo a prefeitura, Carapicuíba tem hoje 140 favelas em seus 34,9 quilômetros quadrados de área. A média é de quatro/km². Entre 40 e 50 mil pessoas vivem nessas áreas.
A administração municipal tem planos para começar a mudar essa realidade. Vai tirar moradores de áreas de risco. Pretende também coibir novas invasões, regularizar e urbanizar as atuais ocupações. “Vamos coibir [invasões] para ajudar os que já moram em áreas livres”, diz o presidente da Câmara, vereador Isac Reis (PT).
Um dos projetos para beneficiar quem já mora nas favelas da cidade é o Bolsa Aluguel, que deve começar a beneficiar famílias carentes nas próximas semanas, prevê Reis. Moradores de áreas de risco como barrancos e beiras de córregos receberão até R$ 300,00 para pagar aluguel de imóveis em áreas seguras.
“Se não temos condições de oferecer moradia, temos que, pelo menos, evitar que corram riscos”, avalia. Ainda não há previsão do número de beneficiados. “Depende da demanda. As pessoas vão ser cadastradas na [Secretaria de] Promoção Social”, explica.
O Bolsa Aluguel já foi adotado por outras cidades, como Osasco, que implantou o projeto em 2005.
Desfavelização
Em entrevista coletiva na semana passada, o prefeito Sérgio Ribeiro (PT) disse que pretende promover uma “desfavelização”, na qual uma das primeiras áreas a serem beneficiadas seria próxima ao Fórum, com investimento previsto de R$ 50 milhões.
Ribeiro e Reis dizem ainda que têm buscado recursos junto ao governo federal, que já financia a urbanização da favela do Cadaval, com a canalização do córrego de mesmo nome e a construção de apartamentos, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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