Cidades

Raposo

“Alphaville de Cotia” deve
atrair mais de 11 mil moradores

Eduardo Metroviche

[clique para ver maior]
Região da Granja Carolina é remanescente de Mata Atlântica
Fernando Augusto

O projeto de um empreendimento da Alphaville Urbanismo na região da Granja Carolina e Sítio Ribeirão, em Cotia e Itapevi, trouxe preocupações quanto ao impacto ambiental da obra. Nesta quintafeira foi realizada a segunda audiência pública a fim de apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto.
O “Alphaville de Cotia”, que terá o nome comercial de Projeto Vila Florestal – Reserva Cotia, terá cinco loteamentos residenciais (apenas casas) e dois comerciais. Estima-se que vá atrair 11.248 habitantes para a região. Também estão previstos quatro clubes, áreas verdes, sistemas de lazer, áreas institucionais e sistema viário. O investimento será de R$ 48,5 milhões.
De acordo com o EIA apresentado pela empresa, a implantação vai acontecer ao longo de oito anos. Segundo eles, a estrada do Pau Furado, que dará acesso, será duplicada, “facilitando a interligação com a estrada da Roselândia e permitindo um acesso mais rápido e seguro aos moradores de toda a região, aliviando o trânsito central da cidade de Cotia e na cidade de Itapevi.”
No entanto, o próprio Estudo admite o impacto negativo na já saturada rodovia Raposo Tavares. “Embora a solução deste passivo não caiba ao empreendedor, este se propõe a fazer gestões junto aos órgãos responsáveis, em articulação com as administrações municipais, no sentido de desenvolver e propor soluções de curto, médio e longo prazos para minimizar os transtornos causados pelo tráfego intenso”, afirma.
Está previsto o tratamento de 100% do esgoto dentro do próprio empreendimento, além de coleta seletiva de lixo.

Questão ambiental preocupa especialistas

A região tem áreas remanescentes de Mata Atlântica. Desde a década de 70, projetos de urbanização da área esbarram na questão ambiental.
O principal argumento para a ocupação é o risco de invasões. A paisagista Fátima Barbosa, membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente (CMMA), é contra o projeto e diz que existem outras formas de evitar invasões. Para ela, a área deveria receber um projeto para o turismo ecológico. “Tem animais em extinção lá dentro”, explica.
Fátima diz que não se convence com o EIA apresentado. “Todos [os empreendedores] vêm com a mesma coisa”. Ela cita como exemplo recente a construção de um supermercado no Km 21, que resultou na derrubada de dezenas de árvores.
Já para Alex Sandro Ferreira da Silva, outro membro do CMMA que acompanha as audiências públicas, o EIA apresentado é bom. “Muito melhor que os anteriores”, diz.
Segundo ele, alguns pontos precisam de definição, como o uso da reserva florestal que, dizem os empreendedores, será mantida. A empresa afirma que o espaço será aberto ao público. “[Mas] O acesso será controlado ou não?”, questiona.

Bairro novo
Outro empreendimento de grande porte que deve chegar à região de Cotia e traz preocupações quanto ao impacto ambiental e no trânsito é o Bairro Novo. Este é voltado à classe média.
Formado pelas construtoras e incorporadoras
Gafisa e Odebrecht, o Bairro Novo já iniciou as obras de 500 unidades, entre casas e apartamentos.

Site produzido pela Editora Visão Oeste | © Cópia para fins não-comerciais permitida desde que citada a fonte
webdesign: Ana Laura Azevedo
s