Osasco

47 anos

Quitaúna: dos Bandeirantes a Lamarca

Eduardo Metroviche

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O bar Simões é um dos mais antigos do bairro, fundado em 1955. “A gente ia lá [no rio Tietê] nadar, a água era muito limpinha”, lembra Mário Simões, atual dono do estabelecimento
Ana Carolina Olveira

Quitaúna é o último bairro antes da divisa de Osasco com Carapicuíba, seguindo pela avenida dos Autonomistas. O nome vem do indígena Cataúna (“pedra preta da mata”). É um dos bairros mais tradicionais e desenvolvidos de Osasco
O primeiro relato do local data do século XVII, quando a vila, localizada na fazenda Raposo Tavares, era ponto de partida para expedições de tropeiros e bandeirantes rumo ao interior.
A avenida dos Autonomistas, que corta Quitaúna e liga Osasco a Carapicuíba, já teve diversos nomes, como Estrada do Paranaíba, Araraitaguaba, de Itu e hoje abriga diversas grandes lojas e concessionárias de automóveis.
No bairro ficava a famosa “Fogueira de Quitaúna”, que tinha mais de dez metros de altura e era acesa em grandes festas juninas. Foi extinta no início dos anos 90.
O comerciante Mário Simões, 52, herdeiro de um dos bares mais antigos da região, o “Simões”, fundado em 1955, conta que o rio Tietê – antes de ter seu curso desviado em 1960 – beirava o que hoje é a linha de trem. “Quando eu era garoto, a gente ia lá nadar, a água era muito limpinha”, lembra.
Ele não se conforma quando vê na TV que está faltando água no mundo. “Quitaúna tem muita mina d’água, é só furar quatro ou cinco metros que aparece. Eu fiz um mapeamento sobre isso”, garante.
Descendente de portugueses, Simões diz que o bairro é formado basicamente por estrangeiros, como ucranianos, russos, japoneses, espanhóis, alemães e países do leste europeu. “Todo mundo que mora nesse morro é descendente desse povo”, diz.

Como personagem ilustre, um guerrilheiro

Eduardo Metroviche

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O regimento Raposo Tavares e a Vila Militar são marcas registradas do bairro
Muito da história de Quitaúna gira em torno do Quartel, construído no terreno da antiga fazenda Quitaúna, inaugurado em 1922 e, hoje, em frente à estação de trem inaugurada em 1929.
Um dos personagens da história do bairro é o guerrilheiro Carlos Lamarca (1937-1971), que serviu no 4º Regimento de Infantaria de Quitaúna. Era considerado um oficial dedicado e foi promovido a capitão em 1967. Ingressou no ano seguinte na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), contra a ditadura militar. “Ousar lutar, ousar vencer”, dizia. Em 1969, o capitão desertou, levando armamento e munição do quartel de Quitaúna para a VPR. Lamarca foi morto, junto ao companheiro Zequinha Barreto, pelos militares, em 17 de setembro de 1971, em Brotas de Macaúbas, na Bahia.
O filho do general e ex-presidente Ernesto Geisel morreu no bairro, após ser atropelado por um trem, em 1957.

Prefeitura deve anuciar Projeto Tietê

Por ocasião dos eventos comemorativos da emancipação de Osasco, a prefeitura prevê a apresentação do “Projeto Tietê II” e também assinar um convênio com a CPTM, contendo propostas de intervenções no centro da cidade.
A Rede TV em Osasco deve iniciar as operações de seus novos estúdios.

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