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Pedágio Urbano
Após reações contrárias, Serra volta atrás
Eduardo Metroviche

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| O prefeito de Osasco discursa na Câmara; à esquerda, o vereador Aluisio Pinheiro, novo líderO ambientalista Carlos Marx é a favor do pedágio urbano |
Fernando Augusto
Diante das reações negativas, o governador José Serra (PSDB) voltou atrás e retirou, de um projeto sobre meio ambiente, o artigo que permitia a implantação do pedágio urbano na Região Metropolitana, Baixada Santista e Campinas.
A Política Estadual de Mudanças Climáticas foi enviada à Assembléia Legislativa e trouxe de volta a polêmica questão do pedágio urbano. O objetivo seria reduzir a emissão de poluentes e previa que as Câmaras Municipais poderiam instituir o pedágio como forma de restringir a circulação de veículos em algumas regiões.
A bancada do PT na Assembléia se posicionou contra a medida. De acordo com os petistas, São Paulo não tem transporte público adequado que possibilite à maioria dos cidadãos deixar o carro em casa. “Nesse quadro caótico [do transporte público], ainda colocar pedágio? É uma coisa prematura”, afirma o deputado estadual Marcos Martins.
Segundo ele, para que a proposta seja discutida é preciso que seja enviado à Casa um projeto específico sobre o assunto. “Mas não mascarar em um projeto sobre meio ambiente”, diz.
A favor
O ambientalista Carlos Marx, secretário de Meio Ambiente em Osasco, diz ser a favor do pedágio urbano, apesar das deficiências no transporte público. Ele cita o sucesso da implantação em capitais européias, como Londres (Inglaterra).
Para reduzir a poluição do ar, o ambientalista cita como boa alternativa a volta dos trólebus ônibus ligados à rede elétrica que não utilizam combustíveis fósseis. “Eles [os trólebus] foram retirados devido aos interesses econômicos”, afirma.
Em Osasco, Marx acredita que, para melhorar o trânsito e reduzir a poluição, o metrô de superfície e novos acessos às rodovias (previstos no programa de governo do prefeito) são a solução.
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