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05 de fevereiro de 2010
Preço do álcool deve cair só
no fim de março



Nathalia Abreu

Desde o final de 2009, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) já previa a queda no consumo do álcool para o início deste ano em todo o país. Nos últimos meses, o preço do etanol subiu em 20 estados com percentuais maiores do que a gasolina, o que prejudicou principalmente os consumidores com carros flex.

O governo diminuiu de 25% para 20% a porcentagem de álcool na gasolina comum, mas, mesmo assim, o preço continua alto. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP), o preço nas cidades da região oscilou no último mês.

Entre 24 e 30 de janeiro, Barueri fechou o mês com o valor do álcool mais alto, chegando a até R$ 2,169 o litro. Carapicuíba manteve o valor mais baixo: R$ 1,949.

Em Osasco, o preço chega a R$ 1,999/litro, 33% a mais que em janeiro de 2009 (preço máximo de R$ 1,499).
O taxista osasquense Roberto Matsusaki, 56, não vê mais vantagem em abastecer seu carro flex com álcool. “A gasolina sai quase o mesmo preço, só que compensa mais pelo tempo de duração. Deixando de abastecer com álcool eu não preciso mais ir ao posto toda hora.”, afirma.

Segundo o frentista José Rodrigues, 42, que trabalha na Vila Yara, praticamente todos os clientes reclamam do preço do etanol. “O consumo da gasolina aumentou muito. Quase todo mundo que vem aqui prefere, pois rende mais”, conta. A assessoria de imprensa do Sindicom diz que a entressafra da cana-de-açúcar, que vai até março, explica parte da alta do combustível, além das vendas recordes de carros flex em 2009, beneficiados pela redução do IPI. A redução deve acontecer entre o final de março e início de abril.