20 de agosto de 2010
A novela das obras na Raposo
| Eduardo Metroviche |
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| Interdições constantes aumentam ainda mais a lentidão na rodovia |
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A novela da espera pela entrega das obras de melhorias entre os quilômetros 10 e 34, de São Paulo a Cotia, da rodovia Raposo Tavares, teve seu final adiado novamente. Prevista inicialmente para julho de 2009, a conclusão dos serviços foi adiada pela sexta vez pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do estado.
Iniciadas em novembro de 2008, as obras incluem ações como implantação de baias nos pontos de ônibus, melhorias nos entroncamentos com as vias urbanas, adequações dos acessos e o alargamento da ponte sobre o rio Cotia, no km 29, entre outras ações, com investimento de R$ 43 milhões.
Os trabalhos tiveram início em novembro de 2008. A estimativa inicial era de que fossem concluídas em julho do ano passado. Desde então, segundo o site cotiatododia (www.cotiatododia.com.br), a entrega foi adiada para dezembro de 2009, depois março, junho e 10 de agosto.
Agora, segundo a assessoria do DER, a previsão de entrega é outubro deste ano, mais de um ano e três meses após a previsão inicial. E as obras atrapalham ainda mais o já complicado trânsito na via (veja opinião de usuários nesta página).
DER O DER alega que “o atraso no prazo de conclusão das obras deve-se ao fato da estrada atravessar uma área densamente povoada e com tráfego intenso de veículos”.
Para a execução dos trabalhos, diz a empresa, “foi necessária a remoção de postes e mudança de tubulações de água e esgoto, além da negociação de áreas para o prolongamento de passarelas”.
“Obras não acabam nunca”
O morador Rodrigo Cozzato criou até um blog sobre a lentidão da via, o Acelera, Raposo! (http://aceleraraposo.wordpress.com/). Em um dos posts o blogueiro diz: “a Raposo Tavares mais parece um canteiro de obras do que uma rodovia. São ‘melhorias’ para todo canto. Impressionante é que não acabam nunca e atrapalham a vida do motorista”.
Para o metalúrgico Alex Sandro Ferreira da Silva, a situação da Raposo é caótica. “Não precisa nem ser horário de pico para parar. Os congestionamentos prejudicam a economia da cidade e a qualidade de vida da população”, diz.
A esperança é que a conclusão das obras ajude a diminuir os congestionamentos. “Com as baias, por exemplo, os ônibus não vão mais precisar parar na faixa da direita para pegar os passageiros”, diz Silva.
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