03 de setembro de 2010
Avenida de mão-única deixa bairro “ilhado”, reclamam moradores
| Eduardo Metroviche |
 |
 |
 |
| Motoristas reclamam que levam mais tempo no trânsito e têm de dar muitas voltas |
|
| |
 |
Moradores do bairro Bonfim, em Osasco, reclamam que a área ficou “ilhada” e têm de dar longas voltas para chegar a outros pontos da cidade depois de o trecho da avenida das Nações Unidas que corta o bairro virar mão-única.
Antes da mudança, para ir da Nações Unidas até a avenida dos Autonomistas na altura da estação Comandante Sampaio da CPTM, no Km 18, em direção a cidades vizinhas, como Carapicuíba, eram poucos minutos, passando pelo viaduto Tancredo Neves e avenidas Esporte Clube Corinthians Paulista e Hildebrando de Lima.
Agora, é preciso dar uma volta passando pela avenida Fuad Auada, viaduto Inês Collino, avenida Maria Campos e mais cerca de três quilômetros na Autonomistas.
“Moro em Barueri e trabalho aqui no Bonfim. Antes eu levava 25, 30 minutos para chegar em casa, em Barueri. Depois que a Nações Unidas virou mão-única ficou horrível. Agora, tenho que dar uma volta longa, pego trânsito e chego a perder até mais de uma hora”, reclama o borracheiro Darcides Francisco Lopes.
O representante comercial Luciano Caetano conta que passou a ter de usar duas conduções para voltar do Centro da cidade para casa, no bairro. “Agora, para vir do Centro, tenho de usar uma condução até a avenida Brasil, no Rochdale, e mais uma para cá”, lamenta.
Para ir do Bonfim até a região dos bairros Rochdale e Piratininga, também ficou complicado. Antes, era só acessar o viaduto Tancredo Neves e a avenida Getúlio Vargas. Agora, é preciso fazer o retorno na avenida Fuad Auada, depois outro retorno na avenida Brasil e sair na avenida Presidente Kennedy. “Fomos muito prejudicados pela mudança”, lamenta Caetano.
Faixa na contramão
A via liga as Marginais Tietê e Pinheiros, na capital. Antes da avenida virar mão-única, no fim do segundo semestre do ano passado, eram duas faixas sentido capital e uma para o Km 18. O secretario de Serviços Municipais de Osasco, Luciano Jurcovich, diz que a mudança ocorreu por questões de segurança.
“Era como se houvesse uma faixa no sentido contrário dentro da Marginal Tietê. Não havia sentido, pelo lado da segurança”, explica. Segundo ele, está sendo feito um estudo técnico para melhorar o acesso à região.
|