06 de janeiro de 2012
Artigo Reserva do Morro Grande pede socorro!
*Alex da Força
Há um ano, a América Latina Logística (ALL) apresentou em Cotia o “Estudo Ambiental das obras de duplicação do trecho ferroviário Itirapina-Perequê”, onde parte do trecho estará dentro da Reserva do Morro Grande. A reserva foi criada pela Lei 1.949 de 4 de abril de 1979, compreendendo as matas ciliares, para preservação da fauna e flora e proteção aos mananciais. Área envolve as represas da Cachoeira das Graças e Pedro Beicht, situada nas bacias inferiores e superiores do rio Cotia.
Segundo a ALL, com a duplicação não haverá mais trens parados nos pátios das cidades, e com isso haverá menor tempo de trânsito e, consequentemente, menor impacto ambiental.
Entretanto, o histórico mostra uma ferrovia perigosa, com falta de manutenção e fiscalização, o que causa inúmeros acidentes ambientais. Em 2009, um vazamento de um vagão combustível derramou aproximadamente 800 mil litros de óleo diesel, contaminando uma área de pelo menos 250 m² dentro da Reserva.
Como se não bastasse o risco ambiental constante na Reserva do Morro Grande, são inúmeros os acidentes com amputação de membros de pessoas que se arriscam ao atravessar a linha férrea de um lado do bairro para outro, pois os vagões param por horas impossibilitando o tráfego de pedestres, ambulâncias, transportes públicos, etc.
Lamentavelmente, o Ibama emitiu autorização prévia para a duplicação da linha férrea. Após a autorização, moradores de Cotia estão organizando um abaixo-assinado reivindicando audiência pública e cópia do processo de licenciamento da duplicação da linha férrea. Façamos a nossa parte!
*Alex da Força é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região
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