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05 de fevereiro de 2010
Pedágios afrontam direito,
diz Emidio na Câmara



Eduardo Metroviche
Prefeito de Osasco criticou o governador José Serra ao visitar a Câmara Municipal  
 
Fernando Augusto

Na terça-feira, 2, durante a tradicional visita à primeira sessão da Câmara Municipal no ano, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), classificou o aumento na quantidade de pedágios no estado e, particularmente, da rodovia Castello Branco, como “um cerceamento no direito de ir e vir”, inscrito na Constituição de 1988.

O fechamento, pela concessionária ViaOeste, do acesso ao Rodoanel, que ficava antes do pedágio, também está nesse contexto e é a maior causa dos protestos. O motorista precisa pagar o pedágio da Castello e também o do Rodoanel, que custa hoje R$ 1,30.

Com as mudanças, a taxa será cobrada em todas as pistas da Castello Branco. Para compensar, a ViaOeste reduziu o valor de R$ 6,50 para R$ 2,80 e na praça do km 33 de R$ 11,20 para R$ 6,50. A prefeitura de Osasco entrou na Justiça para tentar suspender os pedágios.

Bate-boca
O prefeito osasquense e o governador José Serra (PSDB) protagonizam bate-boca sobre o tema. Emidio disse que o governador “se pronunciou de maneira pouco usual e respondi com educação e firmeza. Osasco não é uma cidade qualquer”, atacou, referindo-se à ironia de Serra sobre os protestos organizados na região.

O tucano propôs que Osasco renunciasse ao Imposto Sobre Serviços (ISS) proveniente dos pedágios, além de dizer que a maioria dos usuários da rodovia aprova as mudanças.

Em seu twitter, o petista escreveu: “Quando recebe elogio, se derrete. Mas quando é uma crítica, Serra foge do assunto e tenta desqualificar quem a faz. Serra é de uma intolerância impressionante. O mundo político já conhecia, mas agora o cidadão comum começa a notar”.

Ano começa quente no Legislativo de Osasco

Cresce a pressão sobre os vereadores de Osasco para que votem a lei Cidade Limpa, em tramitação na Câmara Municipal desde o ano passado. Na terça-feira, quando visitou o Legislativo, o prefeito Emidio de Souza lembrou da importância do projeto Osasco 50 anos, que enviou moção ao Legislativo para pedir a aprovação da proposta.

A moção é assinada por nomes da sociedade civil como José Paschoal Filho (presidente da OAB-Osasco), José Geraldo Setter (Ordem dos Emancipadores), Carlos Clemente (diretor do Sindicato dos Metalúrgicos) e Antônio Roberto Espinosa (do Instituto de Estudos, Ação e Cooperação Século XXI).

O texto pede que “cada um dos senhores vereadores repudie as pressões particularistas e aja pensando no bem comum, conforme sua consciência cívica e honrando o voto que lhes foi confiado”.

O vereador Cláudio Henrique da Silva (PV), presidente da Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara, diz que o projeto é polêmico. “Não sou contra, mas precisamos discutir mais com a sociedade”, afirmou.

Já o líder do prefeito na Câmara, Aluísio Pinheiro (PT), a favor, informou que os vereadores devem se reunir para tratar do assunto.

Antônio Roberto Espinosa diz que, além da moção, vai organizar mobilização via internet para pressionar os vereadores por e-mail. “O osasquense quer a cidade de volta e as empresas de publicidade não têm o direito de comprometer a saúde da população”, disse.