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27 de janeiro de 2012
Emprego na construção civil cai 0,68% em São Paulo


Eduardo Metroviche
Setor é um dos que têm maior rotatividade de trabalhadores e baixa já era esperada  
 
Auris Sousa

O emprego na construção civil no Estado de São Paulo registrou queda de 0,68% em novembro de 2011, segundo pesquisa divulgada no último dia 23 pelo Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A queda neste período do ano já era esperada. Geralmente, os grandes empreendimentos [aqueles que mais contratam mão de obra], são entregues no fim do ano e, com eles, também se encerram as contratações.
Na nossa região dois shoppings, um em Barueri e outro em Cotia, ficaram prontos praticamente em novembro. Com o fim das obras, cerca de mil trabalhadores foram dispensados”, avalia o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Moveleiro de Itapevi e Região, Washington Perez.

Apenas em novembro, 5.516 postos de trabalho deste segmento foram fechados em todo estado de São Paulo, reduzindo-se o contingente de emprego a 804,3 mil trabalhadores com carteira assinada. No entanto, o estudo mostra que o nível de emprego na construção paulista foi positivo. “No acumulado de 12 meses encerrado em novembro [de 2011], o aumento era de 5,81% (+ 44,2 mil trabalhadores)”, aponta a pesquisa.

Segundo Perez, isso não prejudicou a categoria da região. Mas a construção civil é um dos setores em que ocorre mais rotatividade. “Na construção civil, o serviço tem começo, meio e fim. Sendo assim, o trabalhador já sabe praticamente quando perderá o emprego. Por este motivo, fiscalizamos as obras para que todos tenham carteira assinada, como manda a nossa Convenção [Coletiva]”, conta. 

No Brasil
No país, ocorreram mais demissões do que contratações em novembro. Segundo a pesquisa, ocorreu diminuição no número de trabalhadores com carteira assinada em 19,6 mil, queda de 0,62% em relação a outubro. “O setor encerrou o penúltimo mês do ano com um estoque de 3 milhões e 124 mil trabalhadores empregados com carteira assinada”, mostra o levantamento.