50 anos do golpe e a Comissão da Verdade

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Joaquim Miranda Sobrinho é secretário-geral do Sipetrol-SP

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Participei no dia 1º de fevereiro do ato “Unidos, Jamais Vencidos”, em São Bernardo do Campo, da Comissão Nacional da Verdade (CNV). A Comissão Nacional da Verdade foi criada pela Lei 12528/2011 e instituída em 16 de maio de 2012. A CNV tem por finalidade apurar graves violações de Direitos Humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988.
No mesmo contexto, concedi no dia 10 entrevista ao programa Papo Marcado, da TV Osasco, onde falei sobre o movimento sindical e os 50 anos do golpe civil-militar de 1964. O programa é apresentado pelo deputado estadual Marcos Martins.

O país passa por um momento especial no que se refere às investigações sobre as atrocidades cometidas contra os direitos humanos durante o período da ditadura militar. Além das revelações da Comissão da Verdade, alguns dos criminosos da época vêm sendo responsabilizados. No caso Riocentro, por exemplo, o Ministério Público denunciou à Justiça seis pessoas ligadas ao caso, entre militares e delegados.
O que também precisa ser investigado é a relação de empresas com o golpe de 64. Essa foi uma das cobranças feitas pelos sindicalistas que participaram do ato em São Bernardo dia 1º. Na época, oficiais eram colocados em cargos de chefias nas empresas, para intimidar e impedir a organização dos trabalhadores. Também é sabido que donos de grandes empresas apoiavam a repressão e até a tortura. A Comissão da Verdade ainda tem muito o que mostrar para a sociedade brasileira e muita gente ainda deve ser responsabilizada pelos crimes cometidos durante o regime militar.

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