A epifania de presenciar uma utopia

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Quem acompanhou, no passado recente, as tentativas de criação de um organismo conjunto, na forma de consórcio, entre os municípios da região Oeste da Grande São Paulo, recebeu com ceticismo os primeiros anúncios da recém-lançada empreitada dos chefes dos executivos municipais da nossa região. A ideia não era realmente nova e muito menos foi, nas vezes anteriores, dispensável. Pelo contrário, é possível enumerar um razoável leque de temas cuja discussão teve atrasos significativos dada a incapacidade dos gestores em identificarem posições de consenso e demandas conjuntas, em detrimento de suas diferenças e divergências políticas e ideológicas.

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Quem presencia uma reunião dos prefeitos sente-se numa espécie de epifania

Por isso quem presencia uma reunião dos prefeitos do Consórcio Intermunicipal da Região Metropolitana Oeste — nome provisório do órgão que ainda carece de formalização jurídica — sente-se numa espécie de epifania, deflagrada pelo testemunho da concretização de uma utopia.

Chega realmente a impressionar a desenvoltura com que a safra recente de gestores troca experiências, queixas e discute alternativas. Pode ser suficiente para desmontar o carrancudo ceticismo do passado observar que tratam-se como cordiais amigos, ainda que discordando na superfície dos problemas, mas concordando na urgência de uma solução que não sufoque o vizinho.
Que essa epifania não seja efêmera e a utopia deixe de sê-lo, convertendo-se, realmente, em soluções pragmáticas. Essa é certamente uma expectativa que permeia o olhar atento da sociedade, dos movimentos sociais ao cidadão comum, ansioso por mais e melhores serviços públicos.

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