À espera de um milagre

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Capela em homenagem à "milagreira" Simone Martins Manuel em Santana de Parnaíba / Foto: Carol Nogueira

Carol Nogueira

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No sábado, 2 de novembro, será celebrado o Dia de Finados, data em que as pessoas recordam os entes que faleceram e costumam visitar túmulos levar, flores, acender velas e fazer orações como sinal de afeto e saudade dos que já partiram. Mas duas histórias intrigantes levam dezenas de pessoas para visitar dois túmulos desconhecidos no cemitério do Bela Vista, em Osasco.

Capela em homenagem à "milagreira" Simone Martins Manuel em Santana de Parnaíba / Foto: Carol Nogueira
Capela em homenagem à “milagreira” Simone Martins Manuel em Santana de Parnaíba / Foto: Carol Nogueira

Logo na entrada do cemitério, do lado esquerdo está enterrada Benedita de Oliveira, uma mulher que faleceu aos 21 anos, no ano de 1929, quando Osasco ainda era sub-distrito de São Paulo.

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Em seu jazigo há muitas placas de agradecimento, flores, imagens de santos e fitas deixadas por pessoas que dizem ter recebido um milagre da moça.

Eliana Silmara, que mora em Carapicuíba, conheceu a história de Benedita quando seu pai foi enterrado no cemitério. “Acredito que alcancei uma graça, pois fiz um pedido relacionado à saúde dos meus filhos, a menina tem problema renal e o menino asma. Eles ficavam com muita freqüência no hospital. Hoje, eles continuam o tratamento, mas estão bem melhores não ficam mais no hospital”, relata Silmara.

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Existem aquelas pessoas que tem fé e vez ou outra param para fazer uma oração como, José Luiz de Moraes. “Quando vim ao enterro de um conhecido eu soube da história e como sou ligado ao espiritismo, sempre que possível passo para rezar e pedir proteção à família”, disse.

No mesmo cemitério está enterrada Simone Martins Manuel que, com apenas 11 anos foi atropelada, no Jardim Bela Vista, em 1982.

De acordo com a prima dela, Maria de Fátima, os milagres começaram no dia do velório. “Minha tia sentia fortes dores nas mãos e tinha os movimentos comprometidos, no dia do velório ela estava ao lado do caixão chorando e pediu a Simone que a ajudasse, alguns dias depois minha tia melhorou e outras pessoas passaram a fazer pedidos”, conta.

A família de Simone tem um terreno em Santana de Parnaíba onde foi construída uma capela e um busto da menina. No local existem muitas placas de agradecimento por milagres, cartas, brinquedos, fotos, entre outros de pessoas que alcançaram uma graça. No túmulo do cemitério da Bela Vista também existem placas de agradecimento.

Maria de Fátima, que mora ao lado da capela, faz a limpeza e cuida do local. “Minha prima era um anjo e acho que qualquer espírito no patamar dela pode fazer algo nós, mas eu nunca pedi nada, pois acho que esse tipo de intervenção deve ocorrer caso seja algo muito extremo, sem solução”.

E você, conhece alguma história sobre “milagreiros”? Acredita nos supostos milagres? Deixe seu comentário!

Veja abaixo galeria de fotos dos túmulos de “milagreiros” no cemitério do Bela Vista

 

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