Artigo – A importância do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste

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Vimerson Araujo de Sousa é assessor parlamentar da Câmara de Carapicuíba, mestrando em Filosofia Política e docente da FALC - Faculdade da Aldeia de Carapicuíba
Vimerson Araujo de Sousa é assessor parlamentar da Câmara de Carapicuíba, mestrando em Filosofia Política e docente da FALC – Faculdade da Aldeia de Carapicuíba

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A Região Oeste da Grande São Paulo, tem se destacado pela capacidade e velocidade que vem se desenvolvendo, bem como por seus índices populacionais e econômicos onde existem desafios comuns a estas cidades tão próximas da maior cidade do Brasil, São Paulo. Dessa forma, faz todo sentido a criação do Consórcio Intermunicipal fundado no último dia 15 de maio, que envolve sete Cidades da chamada “Rota dos Bandeirantes”: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana no Parnaíba.

Ao passo que a cidade de Barueri se destaca pelo seu orçamento municipal, estimado em quase 2 bilhões para este ano de 2013, Carapicuíba aparece como a cidade mais pobre da região, com um orçamento anual próximo de meio milhão e uma das menores renda per capta (orçamento anual dividido pelo número de habitantes) do Estado.

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Tal Consórcio, suprapartidário, terá o desafio de apresentar respostas rápidas e eficazes para resolver problemas nas áreas da saúde, segurança, mobilidade urbana, meio ambiente entre outros.

Problemas recentes como o grande número de pacientes utilizando a rede de saúde pública da Cidade de Barueri vindos das cidades vizinhas ou a necessidade da instalação de unidade do Corpo de Bombeiros, hoje presente apenas na cidade de Osasco e Barueri precisam entrar na ordem do dia dos prefeitos que representam as cidades do novo consórcio.

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Outras questões também merecem atenção: o vereador licenciado e secretário de Transporte de Osasco, João Góis sugere revisão no repasse do IPVA. Já O vereador Crepaldi de Carapicuíba sugere a instalação de uma clínica para tratamento de dependentes químicos e um crematório regional.

O primeiro sugere que o governo do estado repasse um valor maior aos Municípios visto que a maior parte das estradas estaduais da região foi privatizada, transferindo para a malha viária dos municípios os automóveis que preferem evitar o pedágio.

O segundo argumenta que é somente a mobilização regional que poderá criar uma clínica de tratamento para dependentes químicos e resolver a grande demanda por espaço nos cemitérios municipais, com a criação de um crematório regional, existente hoje apenas na Vila Alpina, na Capital.

A união dos prefeitos das sete cidades, desde que tenham objetivos bem definidos e que favoreçam todos os envolvidos, poderá certamente melhorar a qualidade de vida desta grande população, desejosa de soluções urgentes para problemas crônicos e existentes há muito tempo. Seus resultados serão ótimos exemplos de democracia e republicanismo.

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