A lei evita catástrofes

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Não há o que façam as autoridades ou o que diga a imprensa que conforte as famílias das vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Mas aquela triste e terrível catástrofe ligou o sinal de alerta para o poder público nos quatro cantos do país.

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É comum, nos acidentes aéreos, investigadores especializados e auditores lembrarem que nenhuma ocorrência infeliz se dá sem que seja precedida por uma sucessão improvável de coincidências e erros menores, que, por si só, não causariam grandes transtornos. Mas de fato essa sucessão pode ser encontrada em qualquer grande catástrofe não natural.

É preciso pôr um fim à política do jeitinho e do tráfico de influência

Por isso é louvável a iniciativa das prefeituras da nossa região, a exemplo de Osasco, de intensificarem a fiscalização das “baladas” e endurecerem na cobrança de regularização dos estabelecimentos.  Tragédias como a de Santa Maria seriam absolutamente evitáveis se a legislação fosse respeitada. Do alvará de funcionamento ao uso correto de materiais, passando pela observância da lotação máxima e o treinamento dos funcionários para procedimentos de emergência.

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É preciso pôr um fim à política do jeitinho e do tráfico de influência, à cultura da “criação de dificuldades para a venda de facilidades” que move um mercado obscuro. Um mercado que é o responsável por permitir a estabelecimentos sem as mínimas condições continuarem operando normalmente.

É justamente o desrespeito às leis que vai criar todas as condições para a ocorrência daquela improvável e fatal sucessão de falhas que, mais cedo ou mais tarde, vai cobrar seu preço. E, ao menos, quando não foi possível evitar, como na Kiss, o mínimo que se espera – como em todo caso de desrespeito à lei – é que os responsáveis sejam identificados e punidos.

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