A lógica do governo Alckmin

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É no mínimo curiosa a maneira como o Governo do Estado de São Paulo entende os problemas que afligem a população. Já não é de hoje as cidades da região (e do Estado de São Paulo) sofrem com o problema da insegurança generalizada, por falta de um efetivo maior e de equipamentos básicos, de viaturas a coletes a prova de balas. Mesmo assim, o governador Geraldo Alckmin investiu, em meados do ano passado, R$ 30 milhões na aquisição de seis veículos blindados de grande porte para transportar tropas de choque. Um equipamento de utilidade flagrantemente reduzida: basicamente, para o controle de massas e manifestações.

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Polícia vem sendo acusada de violência nas manifestações

E não tardou a se confirmar essa lógica esdrúxula: das ocupações de escolas até a recente manifestação de rua (pacífica!) contra o aumento das tarifas de transporte coletivo, a Polícia Militar vem sendo acusada de usar violência e truculência excessiva contra a população. A ordem do governo Alckmin parece ser colocar o povo contra o povo, o tempo todo.
Mas esse distanciamento das práticas de gestão em relação ao interesse da população aparece ainda em outras medidas igualmente bizarras. Como a recente alteração que permitirá às escolas estaduais aumentar em até 10% a quantidade de alunos por sala (veja em “Visão Atenta”, na página 3). Sim, aquelas escolas para as quais o próprio governo, há poucas semanas, defendia o fechamento (sob o título de “reorganização”) porque teriam perdido clientela. As mesmas que são objetos de eterna reclamação da comunidade e dos profissionais da educação, por conta da superlotação e precariedade de estrutura.
É realmente curiosa a lógica do governo PSDB e sua interpretação dos sinais das ruas.

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