“A vacina é do Brasil, não é de nenhum governador”, diz Bolsonaro após Doria atrair holofotes

Presidente dizia que seu governo não compraria a “vacina chinesa do João Doria”. Após liberação da Coronavac pela Anvisa, Bolsonaro declarou que "a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador, não”

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Bolsonaro viu o adversário político João Doria comandar evento da aplicação da primeira vacina contra a covid-19 no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou, nesta segunda-feira (18), a liberação, pela Anvisa, do uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19, uma delas a Coronavac, que vinha sendo alvo de críticas feitas por ele ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB). “A vacina é do Brasil, não é de nenhum governador, não”, disse Bolsonaro.

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Para a chegada da Coronavac, primeira vacina contra a covid-19 aplicada no Brasil, o governador paulista firmou parceria do Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, o que foi alvo de críticas de Bolsonaro e aliados. O presidente dizia que seu governo não compraria a “vacina chinesa do João Doria”.

Logo após a aprovação da Anvisa, o governador paulista esteve ao lado da primeira pessoa vacinada contra a covid-19 no país, a enfermeira Mônica Calazans, 54, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Bolsonaro se manteve em silêncio no dia da aprovação das vacinas e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello acusou Doria de fazer marketing com a vacinação.

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Na manhã desta segunda, em encontro com apoiadores, Bolsonaro comentou a liberação das primeiras vacinas contra a covid-19 no país: “A Anvisa aprovou, não tem o que discutir mais. Agora, havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado aqui. Então, está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador, não”.

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