Adeus, mitos!

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Juvenal e Ceni: trajetórias marcadas na história do São Paulo / Foto: Divulgação
Juvenal e Ceni: trajetórias marcadas na história do São Paulo / Foto: Divulgação

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Em meio à tanta turbulência e indefinições nos bastidores, o São Paulo se despede de dois mitos que marcaram a história do clube. Rogério Ceni se aposenta dos gramados aos 42 anos com partida comemorativa na noite desta sexta, 11, no Morumbi. E o lendário presidente Juvenal Juvêncio, que morreu aos 81 anos, vítima de câncer na próstata, foi enterrado na manhã desta quinta.
De personalidade forte, líder nato, inteligente, exemplo de amor e dedicação pelo clube, Rogério foi “magnânimo”, como diria Juvenal Juvêncio. Que dizer da histórica defesa na cobrança de falta de Gerrard na conquista do tri mundial?
Duvido que outro goleiro se torne tão artilheiro quanto ele, que marcou 131 gols ao longo da carreira. Em especial o 100º. É um daqueles feitos que fazem o tempo parar. Lembrar da cobrança de falta e da bola entrando no ângulo do corintiano Julio Cesar, transporta o são-paulino para aquele momento tão glorioso. O cara se lembra onde estava, com quem estava assistindo o jogo etc. É algo que se carrega para a vida, dá orgulho só de ter visto ao vivo!
Juvenal Juvêncio foi um dirigente ousado. Construiu o moderno Reffis, o CT de Cotia, reformou o Morumbi. Politicamente, foi um dos poucos a ter coragem de peitar Ricardo Teixeira e sua corja na CBF.
Para muitos, o ponto negativo em comum na trajetória dessas duas lendas foi não saber a hora de parar. Erros ínfimos diante de tantos acertos e contribuições a este clube tão glorioso e para o futebol brasileiro.

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