Alenice Abrantes: Por uma comunicação social responsável

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Atualmente, é difícil encontrar uma pessoa que não se utiliza dos grandes meios de comunicação para se manter informado. Mas o que poucos questionam é que informações esses meios nos fornecem, principalmente quanto a seu compromisso com a verdade e a imparcialidade.

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Levando-se em consideração que os grandes canais de televisão, as principais emissoras de rádio e os grandes jornais e revistas são controlados por pequenos grupos, com sobrenomes bem conhecidos, é fácil concluir que as informações por eles autorizadas para chegar até o público tenham, por trás de si, interesses próprios.

A maior prova disso é a forma com que esses mesmos grandes meios de comunicação se posicionaram diante dos principais episódios da história do Brasil. Por trás da máscara de imprensa livre e independente, o que se viu, em todos eles, foram posições bem claras em favor de interesses nada coletivos. Basta lembrar o papel de grande parte da imprensa durante o período de ditadura militar – omitindo torturas e até defendendo o golpe – ou o recente posicionamento de uma grande emissora de TV durante as manifestações pró-impeachment – defendendo, também de forma velada, a volta da ditadura.

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Mas nesse cenário, e graças às novas tecnologias da informação, surge um contraponto. Hoje, se faz cada vez mais importante a existência e resistência das mídias livres e redes sociais, onde o controle é geralmente exercido pelo próprio leitor/ expectador, que pode se manifestar instantaneamente de forma contrária ou favorável ao conteúdo recebido. Essas mídias alternativas têm se mostrado cada vez mais capazes de formar um público crítico e formador de opinião. Embora possa também disseminar o oposto disso, é ainda um ambiente onde a coletividade controla o que permanece no ar ou não, por meio das ferramentas de denúncias garantidas pelo marco regulatório da internet, uma grande diferença em relação aos meios de comunicação de massa.

Para demarcar ainda mais essa diferença, basta que o leitor/expectador se pergunte: “onde eu mais opino em relação ao conteúdo recebido diariamente: nos meios de comunicação tradicionais (programação televisão, por exemplo) ou nas redes de internet?”

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Reforçando sua preocupação com a informação disseminada diariamente – e as vezes até bombardeada – nos lares brasileiros, o Partido dos Trabalhadores vem apresentar seu novo site e convidá-lo a ouvir, ler e assistir o outro lado dos noticiários.

O PT vive um momento não muito diferente dos anos 80, quando foi fundado. Embora tenha vivido um momento na história em que foi tratado como herói no governo, agora voltou a ser o bichinho feio que come criancinhas. A diferença é que, nesse intervalo, a comunicação se tornou muito mais veloz, abrangente e cheia de novos efeitos.

Lançaremos no próximo dia 18 o novo site do PT Osasco, que será mais uma fonte de informação e debate na sociedade e construído na horizontalidade que a internet exige. O conteúdo será elaborado de forma colaborativa, coordenado pelo Setorial de Tecnologia e Informação do Partido, o oposto da programação diária da televisão ou das manchetes de jornais, em que as pessoas não têm o direito de opinar sobre o que adentra em seus lares.

Alenice Abrantes é Secretária de Comunicação do PT Osasco

 

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