Aline Miranda: Adulto, sim! E com deficiência!

Aline Miranda: Adulto, sim! E com deficiência!

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Pense nisso: quando você está com uma pessoa com deficiência intelectual, costuma tratá-la de modo condizente com sua idade, ou como uma criança?

É comum pensarmos que pessoas com deficiência intelectual, independente da sua idade, sejam eternas crianças. Isso acontece porque a deficiência intelectual compromete, em maior ou menor grau, algumas habilidades adaptativas, como a comunicação, o autocuidado e as relações sociais, habilidades estas necessárias para que possamos viver com autonomia e independência na vida adulta.

Muitas pessoas com deficiência intelectual pegam ônibus e se locomovem com autonomia, mas têm dificuldades em cuidar de sua higiene pessoal e precisam, por exemplo, de auxílio no banho. Outras trabalham, mas não conseguem ver as horas, ou o calendário, e precisam de ajuda para se orientarem no tempo.

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Assim, as pessoas com deficiência intelectual precisam de apoios para superar barreiras e participar da sociedade em igualdade de condições com os demais.

Portanto, é importante não confundir os cuidados destinados a uma criança, com os apoios que devem ser oferecidos para uma pessoa com deficiência intelectual.

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Quando infantilizamos a pessoa com deficiência intelectual, não colaboramos para que ela tenha uma vida mais autônoma, crítica e participativa.

Respeitar suas potencialidades e limitações implica em reconhecer que a pessoa com deficiência intelectual se torna adulta e, como tal, tem direito a trabalhar, a namorar e, inclusive, a ter filhos.

Aline Miranda – Assistente Social da Associação Pestalozzi de Osasco

Associação Pestalozzi Osasco: rua Dionísio Bizarro, 415, Jd. Ester / Tel.: 3682 2158 / [email protected]
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