Alunos passam a noite sem luz e água em escola ocupada

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Escola Heloisa de Assumpção, em Quitaúna, foi a primeira a ser ocupada em Osasco / Jeferson Martinho

São mais de 80 escolas ocupadas em todo o estado, segundo lideranças estudantis / Foto: Jeferson Martinho
São mais de 80 escolas ocupadas em todo o estado, segundo lideranças estudantis / Foto: Jeferson Martinho

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Os estudantes que ocupam a escola estadual Professora Francisca Lisboa Peralta, no Jardim Elvira, em Osasco, passaram a noite de quinta, 19, para sexta-feira, 20, com o fornecimento de água e energia elétrica cortados. A suspeita é que a interrupção tenha sido feita pela direção da unidade.
A água e a luz foram religadas pela manhã.

O presidente da União dos Estudantes de Osasco (UEO), Igor Gonçalves, que participa da ocupação, gravou um vídeo sobre os problemas enfrentados pelos alunos na noite de quinta para sexta, sem água e energia elétrica, e disse que a medida foi uma ação da diretora “como forma de oprimir os estudantes”.

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A reportagem tentou contato telefônico com a direção da unidade, mas não conseguiu até a tarde desta sexta.

No vídeo, Igor Gonçalves mostra alimentos e água levados pelos alunos e doados pela comunidade. Outra preocupação é com a manutenção da unidade ocupada. “A gente se preocupa muito em zelar pela escola, trouxemos produtos de limpeza para manter a escola conservada como a gente encontrou”.

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Até o momento são mais de 80 escolas ocupadas, segundo lideranças estudantis, contra o plano de reorganização no qual o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) pretende fechar mais de 90 escolas estaduais A Secretaria de Estado da Educação afirma que são em torno de 60 ocupações.

Nesta sexta-feira, 20, foi ocupada a escola Pequeno Cotolengo, em Cotia. Em Osasco, são três escolas ocupadas por estudantes.

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