Alunos usam redes sociais para denunciar problemas com merenda na rede estadual

Alunos usam redes sociais para denunciar problemas com merenda na rede estadual

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Alunou fotografou arroz com larvas servido em escola do estado em Osasco

Alunou fotografou arroz com larvas servido em escola do estado em Osasco
Alunou fotografou arroz com larvas servido em escola do estado em Osasco

Desde que foi iniciada a Operação Alba Branca do Ministério Público de São Paulo, que apura possíveis fraudes na compra de merenda escolar da rede estadual, alunos de todo o estado se mobilizam nas redes sociais para denunciar escolas em que a merenda ou foi suspensa ou foi trocado o cardápio tradicional: de arroz, feijão, carne, salada e suco, pela chamada “merenda seca”, apenas com bolacha e suco.
A página Diário da Merenda no Facebook e no Instagram tem registrado problemas que incluem escolas da região. Uma foto publicada no último dia 12, por Yasmin Fernandes, aluna da Escola Estadual Deputado Salomão Jorge, em Carapicuíba, mostra o refeitório no período noturno sem merenda. De acordo com o coordenador da unidade, José de Jesus Costa, “tem um mês que isso está acontecendo”. Ele conta que a escola já pediu explicações da Secretaria de Estado da Educação, mas “a justificativa do governo estadual é que eles não deixaram de mandar a merenda, porque mandam a merenda seca: bolacha e suco”.
Outro episódio aconteceu na Escola Estadual José Maria Rodrigues Leite, em Osasco, onde um dos alunos recebeu arroz, feijão e nuggets como refeição, e no meio da comida havia larvas. “Meu amigo foi misturar o arroz no feijão e a gente percebeu que tinha alguma coisa de estranho”, disse o garoto, que prefere não ser identificado. A imagem feita por ele acabou viralizando nas redes sociais, e desde então a merenda passou a ser bolacha e suco.

A Secretaria Estadual de Educação, através da Diretoria de Ensino de Osasco, disse que o fornecimento da merenda está regular e que houve problema com o armazenamento do estoque. “A nutricionista retirou todo o estoque do local e foi feita a assepsia da cozinha”, diz nota divulgada ao R7.

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Após publicação da matéria, recebemos nota da Diretoria de Ensino de Carapicuíba:

A Diretoria de Ensino de Carapicuíba lamenta não ter sido procurada para atualizar a situação da merenda nas escolas da região. O jornal utilizou, em sua edição de 632, material desatualizado, publicado no dia 09/03/2016 pelo portal R7. Sobre a Operação Alba Branca que o Ministério Público está apurando, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo está colaborando no que for necessário para dar sequência às investigações. A Pasta segue a legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE – criado pelo Governo Federal que institui a inserção, na alimentação escolar, de 30% de alimentos cultivados e produzidos por meio da agricultura familiar. Outro tema distinto é a questão da merenda não manipulada, citada na reportagem. Não houve falta de merenda em Carapicuíba e os estudantes estão recebendo refeições.

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