Após 12 anos, famílias ainda aguardam indenização

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“Tivemos um prejuízo muito grande”, diz o segurança Otacílio José da Silva / Foto: Eduardo Metroviche
“Tivemos um prejuízo muito grande”, diz o segurança Otacílio José da Silva / Foto: Eduardo Metroviche

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Quase 12 anos depois de um vazamento de gás de um duto da Petrobras que causou a remoção de centenas de famílias de suas casas na divisa entre Barueri e Osasco, os moradores afetados ainda aguardam indenização na Justiça pelos transtornos causados.
“Faz muito tempo, até perdi as esperanças”, lamenta o metalúrgico Luiz Santiago da Silva, morador da área na época.
Em junho de 2001, após um vazamento em um duto da Petrobras causado por um funcionário da construtora Queiroz Galvão durante as obras do trecho Oeste do Rodoanel na altura do Km 20 da rodovia Castelo Branco, cerca de 2 mil pessoas tiveram de ser retiradas às pressas de suas casas por risco de explosão.

“Faz muito tempo, até perdi as esperanças”

“Veio a polícia e obrigou a gente a sair logo de casa, por causa do perigo. Nos levaram para um ginásio de esportes e, após a revolta do pessoal, a Petrobras nos encaminhou para dois hotéis”, lembra Otacílio José da Silva, o Carioca, da associação criada para buscar indenização pelos transtornos causados pelo acidente.
Os moradores ficaram fora de casa por “dois ou três dias”. “Tivemos um prejuízo grande, constrangimentos, a energia foi cortada, o comércio teve de fechar”. De acordo com ele, a última audiência na Justiça sobre o pedido de indenização foi em 2005.

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“Insuportável”
O vazamento formou uma nuvem de gás de 8 metros de altura, de acordo com reportagem da época do jornal O Estado de S. Paulo. “Era um cheiro de gás insuportável, havia muito medo de uma explosão”, lembra Luiz Santiago da Silva.
Além da retirada dos moradores locais, o acidente causou o fechamento da rodovia entre os quilômetros 14 e 25 por algumas horas. Não houve feridos, mas algumas pessoas sentiram enjoos e dor de cabeça.
A assessoria da Petrobras alega que a empresa, apesar de citada no processo, “não causou o vazamento em questão, o que, inclusive, vem sendo reconhecido pelo Judiciário”. Também são citadas no processo a Queiroz Galvão e a Dersa, do governo do estado. (Leandro Conceição)

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