Após morte de frentista em Osasco, sindicato cobra mais policiamento nos postos

Após morte de frentista em Osasco, sindicato cobra mais policiamento nos postos

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O Sindicato dos Frentistas de Osasco anunciou que encaminhará, nesta terça-feira (19), ao Comando da Polícia Militar ofício cobrando providências relativas aos episódios de violência contra trabalhadores em postos de combustíveis da cidade.

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Na noite de sexta-feira (15), o frentista José Maria Martins, de 38 anos, foi morto ao reagir a um assalto na região do Jardim São Pedro (assista reportagem da Record TV abaixo). Câmeras de segurança do local registraram o momento em que o trabalhador é baleado no peito após tentar reagir à ação do trio de assaltantes, que continua foragido.

“Não podemos nos acomodar e achar que é normal o aumento da violência”, critica Luiz Arraes, presidente do Sinpospetro-Osasco e também da Federação Estadual dos Frentistas – Fepospetro. O dirigente lembra que já chega a três o número de frentistas que perderam a vida durante assaltos, em meio ao expediente, somente a cidade de Osasco, no período inferior a um ano.

Poder público e empresas

Ele destaca que é responsabilidade do Poder Público implementar ações para combater com efetividade a violência urbana, mas ressalta que é também dever dos empresários tomar medidas preventivas para impedir ou diminuir a frequência desses crimes, como aumentar a segurança dos estabelecimentos.

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“Postos de combustíveis são estabelecimentos visados por criminosos, fato que caracteriza como de  risco permanente a atividade de frentista”, alerta.

Segundo afirma o sindicalista, a Fepospetro estuda implementar, em parceria com o Ministério Público do Trabalho, uma campanha voltada a orientar os cem mil trabalhadores em postos de combustíveis de São Paulo sobre como se portar durante um assalto.

Ele defende constância na divulgação, entre a categoria, de estatísticas como a que aponta ser de 80% o índice de vítimas baleadas, entre as que tentaram impedir um assalto. Uma reunião na Fepospetro nos próximos dias com os dezessete sindicados definirá a comissão que deverá ficar a frente do projeto.

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