Após morte do filho, mãe luta por primeiros socorros nas escolas e é homenageada em Osasco

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Por conta da luta de Alessandra após a morte do filho,, cerca de 500 cidades brasileiras, entre as quais Osasco, já aprovaram leis tornando obrigatório o ensino de medidas de primeiros socorros em escolas públicas e privadas / Foto: Ítalo Cardoso

Na quarta-feira (18), foi realizada na Sala Osasco, no Paço Municipal, cerimônia em homenagem a Alessandra Zamora, mãe de Lucas Begalli Zamora, que nos últimos meses tem se dedicado para que a sociedade se conscientize sobre a importância do preparo em relação aos primeiros socorros. O prefeito Rogério Lins participou da solenidade.

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Em setembro do ano passado, Lucas se engasgou com um pedaço de salsicha durante excursão da escola em que estudava, e morreu dois dias depois do incidente em decorrência da asfixia mecânica. Na ocasião, educadores que acompanhavam as crianças não sabiam os procedimentos a serem adotados. A família de Lucas é de Campinas.

Por conta da luta de Alessandra, cerca de 500 cidades brasileiras já aprovaram leis tornando obrigatório o ensino de medidas de primeiros socorros em escolas públicas e privadas. Em Osasco, a aprovação ocorreu em janeiro deste ano. A lei é de autoria do vereador Ralf Silva.

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“Às vezes sou criticada. Dizem que luto por esta lei porque quero me promover. Faço isso porque não quero que aconteça com outras crianças. Espero que se torne lei nacional, para ajudarmos a salvar vidas”, disse Alessandra.

Rogério Lins parabenizou a homenageada pela iniciativa. “Esta é uma das principais leis que já aprovamos em nossa cidade e que me tocou muito, porque tenho duas filhas pequenas e sei a importância dos primeiros socorros para qualquer pessoa. Com o treinamento adequado dos nossos educadores, tenho certeza que nossas crianças estarão mais seguras”.

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Lei Lucas 

A lei visa fazer com que escolas públicas e particulares capacitem professores e funcionários para exercer os primeiros socorros e ensinem os alunos a maneira mais correta e segura para lidar com situações de emergências médicas que exijam intervenções rápidas, permitindo-lhes identificar os procedimentos mais adequados para cada caso.

A lei prevê que seja treinado no mínimo um terço do contingente dos professores e funcionários das unidades escolares. O treinamento deverá ser realizado por profissionais cedidos pela Secretaria da Saúde ou Corpo de Bombeiros, que poderão ser médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem ou Bombeiros.

Os professores e funcionários poderão candidatar-se voluntariamente, mas os profissionais que ministram aulas em laboratórios, bem como os de Educação Física e Educação Artística deverão participar de forma obrigatória.

Os alunos da educação infantil e fundamental receberão lições de primeiros socorros na forma de atividades educativas e palestras, que acontecerão no período letivo. As aulas deverão versar sobre a identificação de situações de emergência, números de telefones públicos de atendimento de emergência e a importância da calma para lidar com situações de emergência.

Após a conclusão, será emitido certificado aos professores e funcionários. Ao estabelecimento de ensino será concedido o Selo Lucas Begalli Zamora.

Também participaram da cerimônia secretários municipais, educadores e diretores de unidades escolares.

Comentários

2 COMENTÁRIOS

  1. A lei é boa. Pena mesmo é deixar como opção voluntariar-se. Fazer isso é praticamente inutilizar a lei.
    Deveria haver treinamento semanal nas escolas.

  2. Ter que chegar nesse absurdo de perde uma vida . Mais enfim é de grande avalia a introdução do treinamento de primeiro socorros aos professores seja de escola pública particular enfim todas até creches pq onda a vida tem que haver o profissional treinado .e é primordial banir de forma rápida pessoas que não condiz com esse tipo de formação pq e execrável uma gestão que não dá valor a vida como os governantes tem feito e quem se compadiz também com essas pessoas.

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