Após turbulência, Rogério Silva reaproxima PSC do governo

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O vereador e presidente do PSC durante evento na favela Raio de Luz, em Osasco, nesta segunda, 6

Leandro Conceição

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O vereador e presidente do PSC durante evento na favela Raio de Luz, em Osasco, nesta segunda, 6
O vereador e presidente do PSC durante evento na favela Raio de Luz, em Osasco, nesta segunda, 6

O vereador Rogério Silva, presidente do diretório municipal do PSC, quer encerrar a turbulência com o prefeito Jorge Lapas (PT) e reaproximar seu partido do governo. “Houve algumas divergências, mas a política é feita disso mesmo. O PSC trabalhou não para ser oposição, mas situação”, declarou ao Visão Oeste em evento em Osasco nesta segunda-feira, 6.

“Entre marido e mulher há divergências, por que não vai ter entre o Legislativo e o Executivo?”, minimizou o vereador.

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Há um mês, foram exonerados pelo prefeito 30 funcionários da Secretaria de Indústria, Comércio e Abastecimento (Sica) ligados ao PSC, entre eles o então secretário Marcos Arruda.

A medida foi adotada após Lapas ver como “traição” a tentativa de obstrução na Câmara, liderada por Silva (PSC), da votação de um pedido de remanejamento orçamentário de R$ 8 milhões feito pela Prefeitura. “O partido que participa da administração não pode votar contra um projeto importante, que era uma transposição orçamentária, um projeto simples, de fácil interpretação”, disse, na época, o prefeito.

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Silva afirma que o objetivo do questionamento não era “atrapalhar o Executivo”. “Tínhamos dúvidas, somos vereadores novatos, com quatro meses de mandato. E não vamos assinar coisa que não entendemos”, justifica.

De acordo com ele, em um café da manhã entre prefeito, secretários e vereadores da base aliada, na manhã desta segunda-feira, 6, foi definido que haverá mais debate sobre as propostas apresentadas. “Vai ter sempre o diálogo, que é fundamental”.

O presidente do PSC afirma ainda que o partido “com certeza” almeja voltar a fazer parte do governo, com pelo menos uma secretária. Sobre uma possível volta à Sica, ocupada interinamente pelo chefe de gabinete, Waldyr Ribeiro, ele despista, mas lembra que a pasta “está à disposição do governo e nós estamos conversando, dialogando”.

 

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