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Artigo – A importância do uso da terminologia adequada na inclusão de pessoas com deficiência

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Durante anos, foi comum, e aceitável, a utilização de termos como aleijado, defeituoso, retardado, inválido, entre outros, para se referir a pessoas com deficiência.

A partir dos anos 80, por influência do Ano Internacional das Pessoas Deficientes (1981) e da Década das Pessoas Deficientes (1983 – 1993), proclamados pela ONU, termos como Portadores de Necessidades Especiais, ou Portadores de Deficiência, começaram a ser adotados pela sociedade.

Nos anos 90, uma nova terminologia começa a ser utilizada, uma vez que se compreende que a pessoa não “porta” sua deficiência, mas, sim, que esta é uma condição desses indivíduos. Daí a alteração para a nomenclatura Pessoa com Deficiência, que põe em primeiro lugar a pessoa, e não a sua deficiência.

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Outra mudança muito importante ocorreu em 1995, quando a Organização Mundial de Saúde alterou a nomenclatura Deficiência Mental para Deficiência Intelectual, exatamente com a intenção de dissociar a Deficiência Intelectual das Doenças Mentais.

Conceitos e nomenclaturas sobre as deficiências vêm sendo modificados, de acordo com o entendimento da sociedade. As diferenças fazem parte da diversidade humana e, para a construção de uma sociedade mais inclusiva, as diferenças não devem inspirar a desigualdade e a discriminação entre os indivíduos. Porém, ainda é comum a utilização de termos inadequados que não valorizam a PESSOA com deficiência, e, sim, ressaltam suas limitações.

Aline Miranda – assistente social da Associação Pestalozzi de Osasco

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