Artigo – Os que festejam hoje vão chorar amanhã

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Altamiro Borges é jornalista
Altamiro Borges é jornalista

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Às 13h30 de quarta-feira, 31 de agosto de 2016, o tribunal de exceção do Senado aprovou o impeachment da presidenta Dilma, eleita democraticamente por 54,5 milhões de brasileiros. O “golpe dos corruptos” contou com o voto de 61 algozes, a maioria deles mais suja do que pau de galinheiro.

Nas redondezas da Avenida Paulista, alguns “coxinhas” dispararam as buzinas de seus carrões. Dos prédios, outros fanáticos soltaram rojões e gritaram “Fora Dilma”. Mas a vida dá volta e é cruel. Muitos “midiotas” que festejam nesta triste data ainda vão chorar muito num futuro bem próximo do crime que ajudaram a perpetrar contra
a jovem democracia brasileira.

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Os mais idosos serão vítimas da proposta de reforma da Previdência que elevará o tempo de aposentadoria. Alguns tecnocratas do covil golpista já chegaram a sugerir a aposentadoria aos 70 anos.
Os mais novos, agora animados pelo otimismo econômico dos ex-urubólogos da mídia, sofrerão com o aumento do desemprego e com a queda da renda. Eles também serão vítimas da reforma trabalhista orquestrada pelos empresários que financiaram o golpe – que prevê aumento da jornada de trabalho, fatiamento das férias e outras regressões.

Os ingênuos – ou cínicos – que replicaram a bravata do combate à corrupção serão cúmplices de um “golpe dos corruptos”. Terão vergonha – estes sim – de dizer aos seus netos que apoiaram o assalto ao poder, sem voto, de uma corja de bandidos. Irão para a sarjeta da história junto com Michel Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves, Ronaldo Caiado e outros trastes da política nacional.

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Para tranquilizar suas consciências atormentadas, os “midiotas” poderão exibir alguns exemplares da Veja, Folha, Estadão e Globo e alegar que foram enganados. Mas será tarde!

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