Assembleia em São Paulo define rumo de greve em hospitais estaduais

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Trabalhadores durante mobilização em frente ao Hospital Regional de Osasco / Foto: Francysco Souza

Trabalhadores durante mobilização em frente ao Hospital Regional de Osasco / Foto: Francysco Souza
Trabalhadores durante mobilização em frente ao Hospital Regional de Osasco / Foto: Francysco Souza

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Nesta sexta-feira, 10, uma assembléia em São Paulo definirá os rumos da greve realizada desde o início do mês pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP). A paralisação chegou ao Hospital Regional de Osasco esta semana.

Os trabalhadores querem 32,2% de reposição salarial e vale-refeição de R$ 26, entre outras reivindicações. “Recebemos hoje R$ 8 de vale-refeição. Quem consegue almoçar com R$ 8? É vergonhoso”, protesta o delegado sindical Luiz Carlos Rocha Martins.
De acordo com o sindicato, a data-base da categoria é 1º de março e o governo do estado ainda não apresentou proposta de reajuste dos salários ou dialogou sobre as reivindicações.

“Secretaria de Estado da Saúde não quer conversa”

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“Procuramos a Secretaria de Estado da Saúde, marcamos reuniões, mas eles cancelaram, não querem saber de conversa”, diz Maria de Lourdes da Silva Gonçalves, a Lurdinha, diretora da entidade em Osasco e região.
Ela reclama também de “falta de condições de trabalho adequadas, falta de materiais e de profissionais na área”. Outras reivindicações são limite de 30 horas de jornada de trabalho semanais e transparência e prêmio incentivo igual para todos os funcionários.

A diretora do sindicato afirma que a mobilização dos funcionários do Hospital Regional de Osasco vem crescendo e o número de trabalhadores parados se aproxima dos 50%. O número é contestado pela Secretaria de Estado da Saúde

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Outro lado
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde afirma que “no Hospital Regional de Osasco são poucos os funcionários que pararam seu trabalho, o atendimento está normal”. Além disso, “não há interrupção de atendimento em nenhuma das 203 unidades da pasta”.
De acordo com a secretaria, “no início deste ano o governo do Estado instituiu um novo Plano de Carreira dos Médicos do estado, que prevê que o salário pago aos médicos pode chegar a R$ 14,7 mil”.
“A pasta vem mantendo diálogo com o SindSaúde-SP em relação à nova pauta apresentada e espera que os servidores não interrompam o atendimento”, diz a nota.

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