Bancada do PT sai em defesa de correligionários presos

1
Mazé Favarão, Aluísio Pinheiro e Valdir Roque criticaram o julgamento e as prisões dos petistas

Mazé Favarão, Aluísio Pinheiro e Valdir Roque criticaram o julgamento e as prisões dos petistas
Mazé Favarão, Aluísio Pinheiro e Valdir Roque criticaram o julgamento e as prisões dos petistas

publicidade

Leandro Conceição

A sessão da Câmara de Osasco na terça-feira, 19, foi marcada por defesas dos três vereadores do PT aos correligionários presos no último fim de semana após condenação na Ação Penal 470, o chamado “mensalão”, e críticas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. A bancada tucana respondeu.

Genoino, Dirceu e Delúbio foram presos em pleno feriado

publicidade

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o presidente do PT, José Genoino, e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, tiveram as prisões decretadas no último fim de semana, por Joaquim Barbosa.
A vereadora Mazé Favarão declarou que “não se trata apenas de uma defesa dos companheiros presos”. “Se trata de uma defesa da democracia, da Constituição, da Justiça, da observância de provas, e principalmente de uma oposição inconteste ao autoritarismo, prepotência, que começa a reinar através do presidente do STF”.

Aluisio Pinheiro criticou os primeiros dias de prisão em regime fechado. Dirceu, Genoino e Delúbio têm direito a começar as penas em regime semiaberto, pelo menos até novo julgamento por formação de quadrilha – decisão da qual recorreram.

publicidade

Valdir Roque criticou a pressão da mídia pela condenação e prisão dos petistas. “A mídia, a Globo, Veja, Istoé, Estado de S. Paulo…, os partidos PSDB, DEM, PPS, trataram o caso de forma hollywoodiana”.
Além de Genoino, Dirceu e Delúbio, outros oito envolvidos no processo do “mensalão” estão presos no presídio da Papuda, em Brasília.
O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, está foragido, provavelmente na Itália.

Foto: Eduardo Metroviche
Foto: Eduardo Metroviche

“Ninguém fica feliz porque alguém foi preso”, diz vereador tucano

O vereador Sebastião Bognar (PSDB) disse respeitar a posição dos colegas petistas. “Mas a história está aí. Se alguém cometeu um erro, foi julgado e condenado pelo Supremo, não interessa se é pessoa notável. A Justiça tem que ser igual para todos”.

Bognar diz ainda que “ninguém fica feliz porque alguém foi preso”. “Vimos pessoas que durante toda a vida falaram uma coisa, mas quando estiveram lá [no governo] fizeram de outro jeito”. Sobre as afirmações dos petistas de que a Ação Penal 470 teve um julgamento político, pressionado pela mídia, o tucano avalia que as queixas fazem parte do “jus esperniandi” (direito de espernear).
Com relação às suspeitas de corrupção envolvendo governos do PSDB, como o mensalão mineiro e o propinoduto no Metrô e na CPTM, Bognar afirmou que “tem que ser apurado, julgado, também”. “Se houverem culpados, têm que ser punidos. Não interessa de que partido é. Precisa acabar a impunidade, tem que ser igual para todos”.

 

Comentários

1 COMENTÁRIO

  1. “Se trata de uma defesa da democracia, da Constituição, da Justiça, da observância de provas, e principalmente de uma oposição inconteste ao autoritarismo, prepotência, que começa a reinar através do presidente do STF”. –
    SERÁ QUE CUMPRIR A ORDEM JUDICIAL É AUTORITARISMO E PREPOTÊNCIA VEREADORA MAZÉ?

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorVisão na Rede
Próximo artigoFórum Empresarial