Bancários realizam ato pré-campanha salarial no Centro de Osasco

Bancários realizam ato pré-campanha salarial no Centro de Osasco

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O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou na manhã desta terça-feira, 26, um ato de pré-lançamento da Campanha Salarial no Calçadão de Osasco.

A ação – que acontece todos os anos – tem por objetivo percorrer as agências bancárias e sedes de bancos para dialogar com os trabalhadores. Depois de Osasco, o grupo fará nesta quarta-feira, 27, ato na Avenida Paulista e depois no Centro Velho de São Paulo.

De acordo com Valdir Fernandes Tafarel, diretor do sindicato, o lançamento regional da campanha nacional acontece há 14 anos. “Dialogamos cedo com os bancários na Cidade de Deus. Agora, no Calçadão, fizemos uma atividade lúdica, fazendo uma comparação de um futebol entre o time da ganância – que é o Temer e os golpistas – e o time da defesa dos direitos, que são as férias, o décimo terceiro, o PLR, etc.”, explica Tafarel.

Para a Secretária Geral do Sindicato dos Bancários, Neiva Ribeiro, este ano a Campanha Salarial tem uma motivação especial por conta dos ataques que os direitos trabalhistas estão sofrendo. “Foi aprovada em novembro uma reforma trabalhista que praticamente acaba com vários direitos que estão na CLT desde 1943. Essa reforma mexe, por exemplo, em 71 clausulas do acordo coletivo dos bancários, como o princípio da ultratividade”, lamenta.

Segundo ela, o princípio da ultratividade previa que enquanto patrões e trabalhadores não entrassem em acordo, o acordo anterior ficaria valendo e os direitos estariam garantidos. “Agora, se não houver acordo, acabou. Ticket refeição, alimentação, auxílio-creche, babá. Todas as conquistas históricas estão em risco”, continua.

Neiva destaca que depois da reforma trabalhista, se o banco quiser pagar o direito do trabalhador, ele paga. Se quiser tirar, ele tira. “Não tem nada que o obrigue. Então a nossa primeira luta é dizer: precisamos nos fortalecer para que em 31 de agosto a ultratividade do nosso acordo valha. Nós não aceitamos que nenhum direito nosso seja retirado”, defende.

Entretanto, ela enfatiza que além de ser uma pauta de todos os trabalhadores e não apenas dos bancários, a questão também é política. “Com esses deputados que estão votando contra os direitos dos trabalhadores a gente precisa urgentemente mudar o congresso”, finaliza.

 

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